Ferramentas de Gestão

por Fernando Gomiero

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Diagrama de Causa e Efeito: Espinha de peixe

O diagrama de Ishikawa se apresenta como uma ferramenta de qualidade muito eficiente na identificação das causas e efeitos relacionados com a maioria dos problemas detectados em uma organização. A exemplo do que ocorre na maioria das empresas, os pontos fracos acabam por gerar inúmeras dificuldades e problemas operacionais, com grandes e inevitáveis reflexos negativos sobre o meio organizacional.

A falta de motivação e o desinteresse dos colaboradores para com os destinos da empresa, na maioria dos casos, são os principais responsáveis pelos fracassos de seus empreendimentos. O não reconhecimento profissional por parte dos dirigentes, a inexistência de uma política salarial justa, a não participação nos lucros e resultados da empresa, a excessiva concentração de poderes tolhendo a iniciativa dos colaboradores, com exposição de opiniões e idéias que levem-nos a ter uma efetiva participação nos destinos da empresa, são os principais fatores que, juntos ou individualmente, costumam gerar insatisfação e a conseqüente desmotivação dos funcionários. Isto é suficiente para transformar o ambiente de trabalho num cenário que mais lembra uma guerra sem comandantes.

Sem desafios para impulsioná-los ou perspectivas que sinalizem para um futuro reconhecimento de seu trabalho, os colaboradores se acomodam cada vez mais dentro dos limites impostos pela própria organização. E, quando seus dirigentes percebem o equivoco, a empresa já está num atoleiro sem tamanho e sem saída, senão a de recomeçar do zero e não repetir os mesmos erros do passado. É um preço excessivamente alto, pago por uma aprendizagem que pode levar a empresa à bancarrota.

Antecipar-se a todos estes problemas é fundamental. Os diagramas Espinha de Peixe têm um papel decisivo na identificação de possíveis novos gargalos com os quais a empresa convive diariamente sem se dar conta disto e, assim, assegurar o bom funcionamento das engrenagens e os consequentes tempos de prosperidade para toda a organização. No entanto, uma implementação bem sucedida do diagrama Espinha de Peixe requer a adoção de alguns procedimentos, dos quais a empresa não deve abrir mão.
1. Identificar todos os problemas existentes, para uma posterior análise e avaliação, estabelecendo as prioridades de acordo com o tamanho do estrago que cada um deles vem causando na empresa.
2. Identificar o maior número possível das causas geradoras dos efeitos (problemas) detectados, fazendo-o de forma participativa, ou seja, promovendo discussões com os colaboradores e estimulando-os a apresentarem uma tempestade de idéias (brainstorning) que poderão contribuir na solução dos problemas.
3. Esta é a etapa da montagem do diagrama. À frente (no "bico" do peixe) coloca-se o efeito e nos elementos da espinha colocam-se as causas, de modo a facilitar a visualização de todas as causas do efeito e permitir um ataque preciso ao âmago da questão com ferramentas e mecanismos adequados, para eliminar de vez os gargalos e suas fragilidades.
4. A última etapa consiste em analisar minuciosamente as inúmeras causas de cada efeito encontrado, agrupando-as por categorias, as comumente conhecidas por 5 emes: Método, Mão-de-obra, Material, máquina e meio ambiente.

Cumpridas estas quatro etapas é só arregaçar as mangas e mãos a obra.

Para a implementação do diagrama Espinha de Peixe não há limites. As empresas que preferem ir além dos padrões convencionais, podem identificar e demonstrar em diagramas específicos a origem de cada uma das causas do efeito, isto é, as causas das causas do efeito. A riqueza de detalhes pode ser determinante para uma melhor qualidade dos resultados do projeto. Quanto mais informações sobre os problemas da empresa forem disponibilizadas maiores serão as chances de livrar-se deles.

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