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Muita informaçãoMuita pesquisa, muita informação. Será que alguém nos dá o que realmente precisamos?
O quadro é o seguinte: os Institutos de Pesquisa precisam oferecer ao mercado ferramentas que possibilitem às agências, sites e veículos aferirem o retorno sobre os investimentos em internet. Esta é a tarefa primordial dos institutos. Partindo deste princípio, podemos avaliar a eficácia e papel de cada um.
Bom, é aí que a experiência em mídias tradicionais torna-se indispensável. Programando televisão, revista, rádio ou qualquer outro meio de comunicação de massa, existem 3 variáveis que cumprem um papel importantíssimo na aferição dos meios. São estas o número de usuários, a freqüência média e, a que ao meu ver, é a principal de todas as medidas: a cobertura.
O número de usuários é o tipo de informação por onde qualquer tipo de avaliação de mídia começa, sendo estes telespectadores, ouvintes ou leitores. É o número de pessoas expostas a uma mídia. Aplicado a internet, seria o número de pessoas que usam, acessam um site, etc..
A freqüência média é o número médio de vezes que um anúncio é exposto a uma pessoa. No caso da internet, um banner, pop up ou qualquer outro formato.
E enfim, a cobertura. Precisamos saber, a partir de uma determinada programação, quantos porcento do nosso target são cobertos, para determinarmos sua eficácia, com maior precisão. O que temos hoje, que chega mais perto disso, é o alcance que uma programação pode atingir dentro de um target. Isto é, comprando tantas impressões em determinados sites, podemos atingir, no máximo, tantos porcento do nosso público-alvo.
A única variável que os institutos nos oferecem, das anteriormente mencionadas, é uma forma distorcida do número de usuários, por motivos diversos, como localização por IP, etc. Onde estão a freqüência e a cobertura?
Mas o tempo não está parado, esperando medidas por serem tomadas. Afinal de contas, sites e agências precisam faturar e, consequentemente, manter o mercado aquecido. O que as agências e sites estão fazendo, então, para conviver com esta falta de informação?
Cercam-se de diversos sites, objetivando alcançar a maior cobertura possível junto a um público-alvo específico, sem oferecer a seus clientes números precisos de retorno sobre o investimento. No final, temos tantos milhões de impressões compradas. Nessa hora, 1 milhão e 2 milhões são a mesma coisa. É aquele blá blá blá que todos conhecemos..
E preciso que algo seja feito para que o amadorismo tenha fim. E para que isto aconteça, todo o mercado depende dos institutos. Alcançar a cobertura é o primeiro passo, o one-to-one o último.
Ah! Alguém se lembra da última coluna? Aqui vai mais uma das pesquisas, bem direta:
08/11/2000 - Principal foco da propaganda online é fixar a marca
Outras pesquisas:
Real é seis vezes mais usado do que o Windows Media Mulheres são maioria entre os jogadores online Opinia divulga ranking dos melhores portais da Web nacional Web é usada para decidir investimentos, revela pesquisa IBGE faz mapeamento da Internet no Brasil Marketing online domina a atenção de juristas Media Metrix anuncia ranking da Web nacional em novembro Metade dos jovens internautas já fez download de música Brasileiros são líderes mundiais em tempo de conexão Propaganda online e offline devem crescer juntas Nielsen NetRatings divulga novo ranking de sites Propaganda online fica abaixo do esperado no final do ano 5% da população mundial adulta é usuária de Internet Pontocom nacionais reduzem investimento em mídia offline 46% do consumo nacional estará online em cinco anos Taxa mundial de clique em banners é inferior a 1% Empresas usam veículos impressos para promover a Web Propaganda online ganha espaço na estratégia de mídia Pequenas empresas usam a Web para promoção Internautas usam a Web para se automedicar Pesquisa relaciona navegar na Web e ver TV
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