As
máximas de Drucker
O QUE DRUCKER NUNCA ESQUECEU
Os chefes têm que dar o pelo
«A Guerra mundial [a 1ª] foi um exemplo de incompetência militar total, porque
não morreu suficiente número de generais no campo de batalha. Eles ficaram atrás
das linhas e largaram a tropa como carne para canhão» - explicação dada pelo
professor de Liceu ao jovem Drucker em Viena, de Áustria, então a capital do
destroçado Império Austro-Húngaro
Trabalhar até morrer
«Em toda a minha vida como músico, lutei pela perfeição. Mas ela sempre me
fugiu entre os dedos. Tenho, por isso, obrigação de tentar sempre mais uma vez»
- resposta de Verdi, explicando porque continuava a compor aos 80 anos [no caso,
a ópera Falstaff]
Império da realidade e não
narcisismo
«Os factos tomaram a decisão por mim - eu estava enganado!», disse uma vez
Alfred Sloan, o chefe mais carismático da General Motors, uma máxima que Drucker
transformou na virtude nº1 do líder empresarial e do gestor em geral
A falta que se faz
«Não basta ser-se recordado pelos livros ou pela teoria. Só fazemos efectivamente
falta, se ela se sentir na vida comum das pessoas», disse o grande economista
Joseph Schumpeter oito dias antes de morrer a Adoph Drucker e ao filho
AS FRASES PREFERIDAS DE PETER
- Aprender a partir dos sucessos
não dos erros. Concentrem-se esforços no que cada um é capaz de fazer, e não
naquilo para o qual não damos [algo que aprendeu com a sua professora primária
Miss Elsa]
- Os principais acontecimentos
que determinam o futuro já aconteceram irrevogavelmente. O futuro já aconteceu.
Não sou fã do futurismo. A última adivinhação que fiz foi em Setembro de 1929
e saíu literalmente ao contrário [o «crash» bolsista deu-se no mês seguinte]
- Há apenas uma definição válida
para a razão de ser de um negócio: criar clientes. A finalidade está por isso
fora do quadro do próprio negócio. Está na sociedade, na medida em que a empresa
é um orgão da sociedade
- Uma sociedade baseada na máxima
de que os vícios privados se tornam virtudes públicas é insustentável [crítica
ao conceito de racionalidade económica da mão invísivel do mercado]
- Os bons resultados advém sempre
de se explorar (novas) oportunidades e não de se resolverem problemas
- As novas realidades económicas
significam que o governo já não consegue controlar o «tempo» económico dos
ciclos de recessões e «booms», do desemprego, da poupança ou da despesa. Ao
invés, devemos concentrar esforços no «clima», evitando o proteccionismo,
ou educando o povo para uma sociedade do saber. Ou seja, é preferível a medicina
preventiva em vez das tentativas cegas de querer resolver o curto prazo
- Desde que se começou a falar
da globalização há 35 anos que se começou a contar os dias ao Estado-Nação
e que se espalhou a ideia de que a interdependência económica mundial ou regional
impediria as paixões nacionalistas. No fundo a mesma predição vem sendo feita
desde há 200 anos, desde Immanuel Kant em 1795. Mas sempre que as paixões
políticas e os Estados-Nação colidiram com a racionalidade económica, os primeiros
ganharam.