5º maior «crash» desde 1885

O Dow Jones Industrial Average (DJIA), o principal índice da Wall Street de Nova Iorque, voltou a fechar hoje (dia 20 de Novembro) com uma quebra superior a 400 pontos (uma variação negativa de 5,56% em relação a ontem) e ficou abaixo dos 7600 pontos. Confirmaram-se os prognósticos que avançávamos ontem para esta quinta-feira negra.

A quebra acumulada desde o pico da última ‘bolha’ em 15 de Outubro de 2007 é de 46,4%. A actual crise bolsista na praça de Nova Iorque é já a quinta mais grave desde o nascimento do índice em 1885, se o ponto mais baixo do ciclo se fixasse nesta quinta-feira negra. Superou já a de 1973/1974. As quatro derrocadas bolsistas mais graves do que a actual ocorreram em 1929/1932 (quebra de 89,16%), em 1938/1942 (51,51%), 1906/1907 (47,79%) e 1937/1938 (46,94%).

Sexta feira (dia 21 de Novembro), depois de uma abertura no vermelho, o DJIA subiu repentinamente, à ultima hora, fechando positivo com um aumento superior a 6,5%, manifestando, uma vez mais, a alta volatilidade a que a Wall Street está a ser sujeita – muito mais intensa do que em 1929, como referiremos noutro artigo.

Os anteriores mínimos neste ciclo descendente desde Outubro de 2007 tinham sido observados durante o ‘Outubro Negro’ deste ano, em 10, 24 e 27 de Outubro, e ontem, 19 de Novembro. O «crash» actual leva apenas 13 meses de vida, o que nos leva a temer que maiores quebras ainda estarão para chegar, como muitos analistas têm previsto.

2 Responses to 𔄝º maior «crash» desde 1885”

  1. […] Como falta (felizmente) aquela tonalidade de sangue, a agonia bolsista actual quase que se transformou em “normalidade”. As injecções de liquidez, as notícias de planos «keynesianos» (como o grande plano de Obama até 2011) e a tentativa de desdramatização política (com discursos e cimeiras sucessivas) estão a funcionar como morfina num doente terminal, provocando-lhe rompantes de euforia, a que se seguem, depois, quedas mais dramáticas e dolorosas, aproximando a actual derrocada de níveis já alarmantes superiores a 1974 e 1921. […]

  2. […] rompantes de euforia, a que se seguem, depois, quedas mais dramáticas e dolorosas, aproximando a actual derrocada de níveis já alarmantes superiores a 1974 e […]

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