Retratos de Personagens das Crises: I – J.P. Morgan, o banqueiro sem sono de Wall Street

A Grande Recessão de 1907 não faz parte das conversas actuais sobre a crise. A Grande Depressão iniciada em 1929 colocou-a no baú dos factos esquecidos da história. Também o nome J.P.Morgan não passará hoje de parte de uma sigla de banco americano (J.P. Morgan Chase).

Mas os professores americanos Robert Bruner, reitor da Darden Graduate School of Business Administration, a escola de gestão da Universidade da Virginia em Charlottesville, e Sean Carr, director de programas de inovação empresarial na mesma escola, resolveram ir ao sótão buscar 1907. No seu centenário, publicaram The Panic of 1907 – Lessons Learned from the Market’s Perfect Storm, um livro que, agora, é mais actual do que nunca.

Fizeram-no, não por mera curiosidade histórica, mas para defender um ponto, central na doutrina da gestão, a área onde se movem: a importância da liderança. Neste caso, o papel desta qualidade humana na “navegação” na macroeconomia, nos fenómenos extremos que a sacodem ciclicamente.

Como a surpresa é a matriz das grandes crises, só a liderança, assente numa visão estratégica do que se pretende, acaba por sobressair no pânico e na violência das suas consequências. Bruner e Carr acham que o magnata financeiro John Pierpont Morgan, então com 70 anos, foi o exemplo disso mesmo. Ele detectou uma janela de oportunidade no meio da tormenta. E, por isso, agiu estrategicamente, aproveitando-a.

O sistema “sombra” da época

Esta primeira grande recessão global apanhou o mundo da Belle Époque desprevenido, matematicamente, quase um século antes da irrupção do pânico financeiro ligado ao subprime de 2007 que daria origem a esta grande crise que ainda estamos a viver.

O pânico de 1907 em Wall Street e nas praças financeiras europeias e latino-americanas e, no ano seguinte, a contracção da produção nos países avançados em cerca de 4% e a quebra do comércio internacional em 6%, estragaram a orgia de especulação e de expansão. O capitalismo vivia, então, o auge do que o economista inglês John Atkinson Hobson, da London School of Economics, chamaria em 1902 de “imperialismo”.

No conjunto, a década de 1900 a 1909 assistiu a um dos períodos de grande euforia bolsista (o quinto maior da história), segundo o índice Standard & Poor’s, disponibilizado pelo académico americano Robert Shiller. A alimentar esta euforia em Nova Iorque e em Londres estava o “sistema sombra” da época, um tecido paralelo de trusts financeiros (uma espécie de bancos de poupanças dos muito ricos) que se envolveram até ao limite em movimentos especulativos, numa habilidade que se chamava “banca em cadeia”, e que acabaram como enormes conglomerados de negócios. Em 1904 eram um clube privado de 98 grupos que haviam absorvido, desde 1894, 1800 empresas! Os seus activos haviam subido 244% na última década anterior a 1907.

O mais famoso e pioneiro havia sido o Standard Oil Trust de John D. Rockeffeler, mas o mais poderoso politicamente seria o de Pierpont. A economia real ajudava ao sentimento de que tudo estava no melhor dos mundos – crescia a uma média anual de 7,3% desde meados dos anos 1890, um crescimento “chinês”, diríamos hoje.

A loucura bolsista foi abruptamente interrompida pelo crash de Outubro e Novembro de 1907 e o Dow Jones nova-iorquino caiu 48,5% em relação ao pico de Setembro de 1906, a quinta maior quebra da história daquele índice, segundo nos refere o analista e historiador financeiro Mark J. Lundeen. O trambolhão mais monumental na bolsa americana ocorreu com a United Copper Company a 16 de Outubro de 1907, a que se seguiu a derrocada do conglomerado financeiro de F. Augustus Heinze, então presidente do Mercantile National Bank.

Uma sequência de eventos

Pouco antes do crash financeiro de 1907 (que abalou particularmente os EUA, Itália, Suécia, Dinamarca e Japão), tinha ocorrido em 1903 um ensaio do que se chamava, então, “pânico dos ricos” (quando o índice Dow Jones caiu 46%, desde o pico especulativo anterior). Estes sobressaltos vinham na sequência de uma série de crises bancárias com impacto global, como as de 1873-1879 e 1890-1893 que atingiram em diversos graus os países desenvolvidos de então.

Carlota Perez, investigadora nas Universidades inglesas de Cambridge e Sussex, e autora de uma teoria explicativa sobre “ondas” tecnológicas e sequência de grandes recessões, refere-nos que essa “carpete” de crises sucessivas durante uma geração de pouco mais de 30 anos foi “uma manifestação de que, depois da terceira onda tecnológica, ligada ao aço, à electrificação e à loucura dos comboios, não ocorreu uma idade de ouro, como seria de esperar, mas uma idade meramente dourada”.

A investigadora crê que “a verdadeira regulação financeira deveria ter ocorrido no final dos anos 1890” – isso teria proporcionado, não o acumular de energias que conduziram à crise de 1907/1908, mas a “uma idade de ouro”. Ela acrescenta que todo este período de início do século XX assistiu a um fenómeno geopolítico maior: “Uma mudança de país-líder, da Grã-Bretanha para os EUA”.

Pierpont vê o donut

Mas vamos ao nosso personagem e à história daquele 1907, no seu epicentro, a sempre fascinante Nova Iorque.

Os jovens ardinas dos diários americanos gritaram nas ruas “Crash! Crash! Crash!”, um susto que fazia as manchetes a 18 de Outubro, e o pânico ainda mais se ampliou entre a multidão de investidores na baixa de Nova Iorque.

J.P. Morgan (JPM), Pierpont como era tratado pelos íntimos, irritou-se na sua biblioteca. Ela ficava no seu palacete no número 29 da ala este da rua 36 em Manhattan. Face à paralisia geral e à ausência do governo, ele decidiu entrar em força para lidar com o pânico. Fê-lo visivelmente quatro dias depois do 18 de Outubro, mandando uma comissão de banqueiros auditarem as instituições “colegas” aflitas. A sua biblioteca tinha sido construída nos três anos anteriores pelo arquitecto Charles McKim. Ainda cheirava, por isso, a novo quando se transformou no “gabinete de guerra” anticrise.

Pierpont organizava pessoalmente os pools de dezenas de milhões de dólares para acudir aos bancos em apuros em reuniões madrugada fora na sua biblioteca, por vezes dando ultimatos de 15 minutos aos outros banqueiros para se decidirem. Reuniões literalmente à porta fechada – a chave estava no bolso dele. Como a sua crença era uma espécie de mistura entre o anglicanismo e o catolicismo, chegou a dar ordens ao clero para pregar sermões nas missas apelando à calma do povo.

Uma ode composta pelo poeta e escritor McLandburgh Wilson tinha mesmo dois refrãos: “Quem é o homem que salva o dia?”, “Quem é o homem que resolve o problema?”, a que se respondia sonoramente com três letrinhas óbvias: “JPM”, “JPM”.. Este naco de poesia sairia ao domingo no Times de 27 de Outubro. Na Main Street alcunhavam JPM de “Júpiter”, o deus romano. Os taxistas e os polícias chamavam-no de “Grande Chefe”.

O poeta Wilson ficaria, no entanto, para a posteridade com uma sua piada sobre a diferença cómica entre um optimista e um pessimista: o primeiro vê o donut, o segundo apenas o buraco. Diríamos, com a devida vénia, que Pierpont viu o bolo na totalidade, enquanto muitos outros viram o pescoço entalado no buraco.

O The New York Times passou a imprimir manchetes onde se encontrava ora a frase-chave optimista “J.P. Morgan & Co Help”, ora um seco e duro “not to bail out”; os primeiros sobreviviam pela mão de JPM, outros morriam com o gesto “romano” circense de pena capital dado pelo homem sem sono da biblioteca da Rua 36. Um banqueiro desesperado, Charles T. Barney, que fora um dos magnatas de referência de Nova Iorque, e com quem Pierpont se recusara a reunir, acabaria por se suicidar numa tarde de quinta-feira de Novembro.

A doçura e o cacete

Pierpont explorou, de facto, uma janela de oportunidade. A maioria dos banqueiros de Wall Street andava de cabeça perdida no meio do crash. Por seu lado, a Administração americana, sediada em Washington, era excelente em geopolítica, mas o republicano Theodore Roosevelt, que liderou a América entre 1901 e 1909, parecia não ter grande vocação para a crise interna, tendo inclusive andado em caçada no Luisiana durante alguns dias do período alto de pânico em Wall Street.

Theodore tinha-se celebrizado pela expressão “fale com doçura mas leve na mão um grande cacete”, que o norteara na geopolítica. A América e partir de 1903 projectar-se-ia por todo o mundo. Revelava-se como uma grande potência – que disputava o pódio à Inglaterra (a senhora do Rule Brittania global) e a outro emergente, a Alemanha do Kaiser. Ficou para a história, no próprio ano do pânico financeiro, a partida para um passeio à volta do mundo da armada americana (conhecida como a “Grande Esquadra Branca”), que duraria até 1909. A partir de 1913 a América tornar-se-ia a maior potência económica do mundo.

Mas Theodore nem usou a “doçura” nem o “cacete” eficazmente durante a crise, apesar de dispor de uma regulação anti-trust no final de 1907 (conhecida pelo nome de Sherman Antitrust Act) e de se ter empenhado pessoalmente na campanha contra o monopólio do petróleo. O presidente vociferou contra os “predadores da riqueza”, mas, na realidade, Pierpont conseguiu reforçar o sistema financeiro e elevá-lo a um novo patamar na onda de financeirização que vinha de 1860. Em 1912, o comité da Câmara dos Deputados para os assuntos bancários e da moeda concluiria literalmente, no célebre relatório redigido por Arsene Pujo, que a finança americana (e as suas ramificações globais, começando pela City londrina) estava nas mãos de “um grupo muito restrito”.

Pierpont vencera a crise em Wall Street e segurara o poder da alta finança, mas a janela de oportunidade fechar-se-ia quando ele já se aproximava do fim. Fintou a morte em 1912 na viagem inaugural do Titanic – que era operado por uma companhia sua, a White Star Line – por ter decido há última da hora não ir, mas o seu legado não escaparia em 1913 à vaga de legislação que o novo presidente, democrata, Woodrow Wilson, lançaria. Dessa onda reformadora sairia a criação da Reserva Federal (um banco central, designado abreviadamente por FED), a Federal Trade Commission, uma nova lei anti-trust e o imposto progressivo sobre rendimentos.

John Pierpont Morgan morreria nesse ano no luxuosíssimo Grand Hotel, na via del Corso, em Roma, distante da confusão de Washington ou de Wall Street. Tinha 75 anos vividos intensamente. Segundo próximos do magnata, o impacto das audições na comissão Pujo do Congresso em 1912, onde teve de comparecer, tinha sido “devastador” para ele.

Entretanto, a economia mundial avançava para o que Carlota Perez apelidou de “quarta onda” tecnológica, a do automóvel, do petróleo, da produção em massa e do ‘taylorismo’, e ainda da primeira guerra de tipo mundial (que começaria logo em 1914), da primeira revolução comunista com sucesso, e dos loucos anos 20 de Nova Iorque, a Paris, a Viena ou a Xangai. E, surpreendentemente, apesar da mão visível da FED e dos bancos centrais de outros países ricos e da euforia tecnológica, uma Grande Depressão voltaria a bater à porta de Wall Sreet menos de vinte e cinco anos depois de Morgan se ter revoltado na sua biblioteca da baixa nova-iorquina.

Se a história “rimar” como dizia o escritor Mark Twain, esse quase meio século entre 1873 e 1929 poderá ser um “padrão” para o que estaremos a viver desde o princípio dos anos 1980, quando começaram os primeiros sintomas da crise estrutural da dívida, segundo os investigadores americanos Carmen Reinhart e Kenneth Rogoff.

O LIVRO
The Panic of 1907
. Tema: História Económica
. Hardcover: 280 páginas
. Editor: John Wiley & Sons; 1ª edição Agosto de 2007
. Língua: Inglês
. Compra: Amazon

CONCLUSÃO DOS AUTORES

É a liderança, estúpido!

A tese de Robert Bruner e Sean Carr é que a liderança conta decisivamente no desenrolar de uma grande crise. Essa é a “mensagem” da história sobre 1907. Algo evidente – mas que tem de ser recordado, se olharmos ao que ocorreu nas grandes recessões seguintes, em que a “lição de 1907” parece ter sido esquecida.

Naquela primeira, inesperada, grande crise do século XX, a liderança emergiu do seio do poderoso mundo da alta finança americana, face a um presidente ausente, o republicano Theodore Roosevelt, que lidava com o problema no meio de um pequeno-almoço na Casa Branca. Também o secretário do Tesouro (o equivalente a Ministro das Finanças), George Cortelyou, vinha de Washington a Nova Iorque receber ordens de J. Pierpont Morgan. Pierpont não se dignava sequer deslocar-se à capital federal. Durante a crise pouco saía do seu quartel-general na Rua 36 e dos seus trajectos para os escritórios do grupo ou para restaurantes de elite, onde pressionava os “colegas” e dava conta das notícias que recebia de Londres ou de Paris.

O financeiro, cabeça do poderoso trust J.P. Morgan & Co, tornou-se o homem político do leme. Certamente não para “salvar o planeta”, mas porque, astutamente, percebeu no meio do pânico e da derrocada, a oportunidade de desviar a Wall Street do ataque brutal movido pelos ingleses e de refazer, com o seu dedo, o sistema financeiro dominado por essa inovação, os trusts. Da sua biblioteca em Manhattan, o homem sem sono, como um deus financeiro, decretou quem morria e quem sobrevivia.

Bruner e Carr dão-lhe o mérito de ter conseguido estancar a hemorragia e “compactar” a crise, que, por isso, apenas duraria menos de dois anos.

Esse padrão de incompetência de muitos presidentes americanos face a grandes tormentas financeiras parece ter ganho foros de cidadania. Durante quase quatro anos, a Grande Depressão iniciada em 1929 correu a galope face a um ineficiente Herbert Hoover, republicano, apanhado pelo maior cataclismo económico do capitalismo apenas oito meses depois de tomar posse. Só em 1933 com a subida em Março do democrata Franklin Delano Roosevelt (FDR, como ficou conhecido), a política começou a ter mão na alta finança. FDR actuou com as duas mãos: desenvolveu uma retórica moral (com as suas célebres “conversas à lareira” pela rádio) mobilizadora do cidadão da rua (da Main Street) e actuou rapidamente em relação à Wall Street nos primeiros 100 dias de governo.

A tradição de ineficácia repetir-se-ia durante os pânicos financeiros de 2007 e 2008, com um George W.Bush ausente e patético, deixando o lugar de comandante em chefe para o presidente da FED, o dr. Ben Bernanke. Este homem de barbas, inspirado no Morgan sem sono e no que estudara longamente sobre 1929 (sem imaginar que um dia lhe seria útil), arregimentou um confuso secretário do Tesouro, Henry Paulson, e um seu “subordinado” na FED, Timothy Geithner (hoje substituto de Paulson na Administração Obama).

Enquanto Bush não passava de piadas sobre a crise, os três altos funcionários comiam sandes e dormitavam nos intervalos para estancar o vírus sistémico.

Mão política, de facto, só apareceria após a eleição de Obama. E, mesmo assim, só agora se começa a discutir como atacar os fat cats e mexer no modo de vida de Wall Street. Um contraste fatal com Roosevelt.

ENTREVISTA

Robert Bruner: A mão visível dos ingleses

Porquê escolher o pânico de 1907, isso não está demasiado longe? O crash de 1929 não é uma crise mais apelativa?
Escolhemos 1907 por diversas razões. Esta crise motivou, depois, a criação do banco central nos Estados Unidos – através do Federal Reserve Act que criaria a Reserva Federal em 1913, assinado pelo presidente Woodrow Wilson, no ano em que, curiosamente, J.P.Morgan morreria em Roma. Foi, também, sem dúvida uma das mais severas na história americana e na economia mundial. Mas acabou por ser relativamente compactada no tempo. Deste modo, suscita muitas lições sem haver a necessidade de contar uma longa história.

Mas não foi sobretudo por causa da figura de J.P. Morgan?
Essa é outra razão. J.P. Morgan oferece o perfil de um líder que organizou a acção colectiva – do nosso ponto de vista, o papel da liderança para combater a crise é um dos aspectos menos compreendidos. Com o nosso livro levantamos a questão da necessidade de investigar mais este tema da liderança.

Viram mais semelhanças nessa crise de 1907 – um século antes da do subprime – com a actual, do que na Grande Depressão?
Mark Twain, o célebre escritor americano, disse uma vez que “a história não se repete, mas que rima”. Ambas as recessões de 1907 e 1929 são instrutivas para esta crise recente. Sem dúvida que há muitos paralelos da de 1907 com a actual. Nesse ano, um republicano moralista estava, curiosamente, na Casa Branca. A guerra hispano-americana de 1892-1898 estava ainda fresca, a imigração estava a provocar profundas mudanças sociais, e as novas tecnologias, a revolução tecnológica da altura, mudava radicalmente a vida do dia-a-dia. E, em Wall Street, assistíamos a um movimento de consolidação.
O que provocou a crise em 1907 foi também o “sistema financeiro sombra” da altura?
As entidades financeiras não-tradicionais – os trusts da altura – são um contributo. Mas, a nosso ver, não são a principal causa. São um sintoma, mais do que a doença em si. Nós explicamos no livro que as crises não são explicadas por uma única causa. Elas emergem de uma combinação, de uma conjugação de vários factores.

E quais foram esses factores em 1907?
Nós apontamos sete: 1) crescimento económico agressivo e uso excessivo da dívida; 2) alta complexidade sistémica que torna os problemas difíceis de entender; 3) inflexibilidade do próprio sistema, dificuldade de adaptação; 4) ideias preconcebidas que impedem a acção de resposta; 5) mudanças bruscas na psicologia dos agentes financeiros e económicos; 6) liderança adversa (ou seja, os líderes tomam decisões antes das crises que inadvertidamente ou não tornam o risco ainda mais elevado); e 7) um choque inesperado decisivo (que muitos atribuíram ao “custo” do terramoto e grande fogo de São Francisco em 1906, acima de 350 a 500 milhões de dólares da época, quase 2% do PIB americano da altura). O tal sistema sombra agrava a complexidade sistémica e por isso torna muito difícil aos decisores saber o que realmente se está a passar em frente do nariz deles.

Entre esses choques inesperados, a acção de Londres foi importante?
Sim. O Banco de Inglaterra prosseguiu uma política monetária contra os parceiros, que negou aos EUA e a outros países o ouro que era necessário, então, para financiar as suas economias em crescimento. Os devedores americanos deixaram de conseguir refinanciar as suas obrigações na City londrina. As reservas de ouro americanas emagreceram 10% entre Maio e Agosto de 2007. O que criou um sério problema de liquidez que gerou uma recessão a partir de Junho de 1907 e que criou a cama para o pânico financeiro de Outubro de 1907.

(c) 2010, Jorge Nascimento Rodrigues/Exame

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  1. 1907

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