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O distante país dos mil lagos tornou-se subitamente um tema político quente na periferia da zona euro. Portugal é o primeiro na linha do tsunami de efeitos da subida do partido dos Verdadeiros Finlandeses. Quatro analistas – três deles economistas finlandeses – analisam os resultados das eleições de 17 de abril
5 economistas portugueses radicados no estrangeiro comentam o contexto da fase inicial do ‘resgate’ de Portugal e admitem a possibilidade de uma situação de reestruturação da dívida no futuro. Nessa contingência, os três países até hoje intervencionados deveriam formar um ‘bloco’.
[Versão ampliada com novos entrevistados da mesa redonda inicial]
Aviso: TEXTO LONGO
Diferentes ângulos sobre o pedido de resgate financeiro de Portugal para evitar a bancarrota. Entrevistas lá fora e cá dentro, ainda com o acontecimento a quente.
A “solução islandesa” face ao default voltou a estar em foco dois anos depois, por causa do que ocorreu na Irlanda. O ministro dos Assuntos Económicos e dois economistas falam da justeza de ter deixado os bancos falir. Mas a economia mergulhou numa depressão de onde saiu timidamente neste último trimestre
ENTREVISTA exclusiva sobre a Crise da Dívida Soberana
Com RICARDO CABRAL, professor da Universidade da Madeira
Técnicos do FMI e do BCE demonstram que dívida pública excessiva afecta o crescimento do PIB per capita. No caso de Portugal, pode significar menos 1,75 pontos percentuais na riqueza criada por cada um num horizonte de cinco anos e mais 2,4 pontos percentuais nas taxas de juro nominais de longo prazo pagas a detentores de dívida soberana
A Grécia foi ao mercado “testar” a confiança e sofreu um agravamento da probabilidade de bancarrota do país. Juntou-se a Irlanda, o ex-tigre celta, que viu, também, disparar o seu risco, ultrapassando o português. A zona euro sofreu novas ondas de choque aqui analisadas por Bill Witherell, economista-chefe da Cumberland Advisors. Estará o euro em “morte lenta”?
É a recomendação ao Banco Central Europeu de Joseph Gagnon, ex-director da Reserva Federal americana, que acha que os programas de estímulos devem continuar até ao final de 2011. Mas aconselha que se mude a tónica das políticas orçamentais para as monetárias, que ainda não estão esgotadas.
O novo acordo entre bancos centrais europeus para um plano coordenado de vendas de reservas de ouro entre Setembro de 2009 e Setembro de 2014 parece indicar que os europeus abandonaram a política de venda deste valor refúgio que seguiram até há dois anos atrás. Os analistas do sector encaram o novo acordo como um sinal psicológico favorável ao clima altista nos preços do mercado do ouro.