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Série Dívida Pública – 1º artigo – Está ao rubro na América a discussão se o endividamento público acima de 90% do PIB provoca mossas de médio prazo no crescimento económico ou não. A investigadora Yeva Nersisyan acha que não. Pelo menos nos Estados Unidos não se aplica.
Putting in context today bad news, janelanaweb.com listened to Marc Coleman, Economics Editor, Presenter “Coleman at Large”, Newstalk 106-108fm, also Economics columnist with ‘The Sunday Independent’ and author of several books about the Irish economy.
Os incumprimentos (default) de dívida soberana tendem a agrupar-se como num cacho de uvas. Os especialistas falam de um padrão histórico de “clusterização” destas situações nos últimos duzentos anos após grandes recessões globais (como as dos anos 1800 e 1930) ou crises pluricontinentais (como as dos anos 1980 e 1990). Esse risco renasceu agora com esta Grande Recessão. Com as probabilidades de default agora a descerem acentuadamente para os PIGS, depois do mais recente pico a 20 de Julho, o tema pode ser bizarro. Pode parecer a memorabilia. Mas convém não o empurrar para baixo do tapete.
Com apenas 36 anos, esta doutorada italiana em economia internacional é uma das vozes europeias em Bruxelas que se destaca pela investigação que desenvolve sobre o enquadramento macroeconómico desta grande crise. Diz, em entrevista à revista portuguesa Exame [edição de Julho de 2010], que não há fuga possível à necessidade de “ajustamentos” nas contas públicas e no endividamento, sobretudo na alavancagem habitual excessiva no sistema financeiro.
Historicamente não é novidade alguma, diz-nos Carmen Reinhart, especialista da Universidade do Michigan em crises. É co-autora com Kenneth Rogoff de “This time is different”, um livro sobre história financeira que demonstra a regularidade no capitalismo de eventos extremos como crises financeiras graves, recessões globais e crises de default (incumprimento da dívida soberana).
A comparação com a Grande Depressão dos anos 1930 é tentadora. Mas a história, agora, foi diferente. A separar 1929 de 2007 está uma “financeirização” insana da economia e da sociedade, dizem vários especialistas em história das crises. E a geração de um “ecossistema” financista novo.
AVISO AO LEITOR: Texto longo. Adaptação de artigo da Revista portuguesa EXAME, edição de Maio de 2010.
A conversation with Carmen Reinhart, professor of Economics, director of the Center for International Economics at the University of Maryland and the co-author with Kenneth S. Rogoff of “This Time is Different: Eight Centuries of Financial Folly.”
A virtual roundtable with 5 economists and financial analysts
Mark Thoma, professor, University of Oregon, USA
Peter Cohan, CEO Peter Cohan & Associates, Boston, USA
Bill Witherell, Chief Global Economist, Cumberland Advisors, global financial company
David Caploe, Chief Political Economist, EconomyWatch.com, Singapore
Gary A. Dymski, Department of Economics, University of California, Riverside, USA
A Grécia foi ao mercado “testar” a confiança e sofreu um agravamento da probabilidade de bancarrota do país. Juntou-se a Irlanda, o ex-tigre celta, que viu, também, disparar o seu risco, ultrapassando o português. A zona euro sofreu novas ondas de choque aqui analisadas por Bill Witherell, economista-chefe da Cumberland Advisors. Estará o euro em “morte lenta”?
“The end of an era or the model of doing things Greek style has no future. Put bluntly, the Greece of yesteryear is bankrupt.”
A conversation with Jens Bastian, economist at ELIAMEP, Athens.