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	<title>Janela na web &#187; Francesco Giavazzi</title>
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	<description>O seu portal de Management em Português desde 1995 editado por Jorge Nascimento Rodrigues</description>
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		<title>Retoma: o fantasma do modelo “japonês” ronda os países “ricos”</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 15:22:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Nascimento Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[E depois da crise, no ‘Ocidente’? Assistiremos ao regresso do crescimento dourado ou da estagnação secular? Os economistas dividem-se. Os pessimistas falam de uma “retoma” anémica nos países “ricos”, da condenação a um crescimento de tipo “japonês”. Os optimistas vêm na inovação a luz ao fundo do túnel]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">O presidente da Reserva Federal decretou recentemente que a recessão técnica terá terminado nos Estados Unidos e a OCDE voltou a divulgar o seu “compósito de indicadores” referindo que a maioria dos países da OCDE e dos BRIC já parou de contrair o produto interno bruto. Apesar dos temores de uma recaída próxima ou mais tardia – como aconteceu em 1932 e depois em 1938 na Grande Depressão anterior -, o debate está a mover-se para o terreno do médio-longo prazo.</p>
<p class="MsoNormal">Será que as economias desenvolvidas vão ter crescimentos medíocres, ‘à japonesa’, inferiores a 2% e tendencialmente próximo de 1%? Será que, inclusive, esses países estarão a sofrer de estagnação crónica da economia real desde os anos 1970? A única saída possível é gerar nova ‘bolha’ financeira (por exemplo em torno das tecnologias “limpas” e dos negócios “verdes”) <span> </span>e prosseguir com a financeirização da dinâmica económica? Será que há alguma saída por via da inovação tecnológica, ou esta deixou de ter o impacto «schumpeteriano», que se apregoava outrora, no crescimento das economias maduras?</p>
<p class="MsoNormal">Olhando a história económica no pós queda do Muro de Berlim verificamos que, na actual fase de globalização, as taxas de crescimento entre os dois tipos de países comummente designados de desenvolvidos e em desenvolvimento estão cada vez mais distantes umas das outras. O crescimento nos desenvolvidos manifestou uma dinâmica duas vezes e meia inferior. O caso do Japão foi o mais extremo, entre os &#8220;ricos&#8221;, com uma média anual do crescimento do PIB em década e meia inferior a 2% (ver tabela 1).</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Tabela 1</strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Padrões de crescimento da actual fase da globalização</strong></p>
<p class="MsoNormal">(Taxa média anual de crescimento real do PIB, 1991-2007, em %)</p>
<p class="MsoNormal">Países desenvolvidos: 2,5%; Países em desenvolvimento: 6,4%; Modelo “japonês”: 1,9%</p>
<p class="MsoNormal">Fonte: UNCTAD, Setembro 2009</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Tabela 2</strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Padrões de crescimento nos Estados Unidos desde a Grande Depressão</strong></p>
<p class="MsoNormal">(Taxa média anual de crescimento real do PIB, por décadas, em %)</p>
<p class="MsoNormal">1930/1939: 1,3%; 1940/1949: 5,9%; 1950/1959: 4,1%; 1960/1969: 4,4%; 1970/1979: 3,3%; 1980/1989: 3,1%; 1990/1999: 3,1%; 2000/2009: 1,8%</p>
<p class="MsoNormal"><em>Fonte: The Great Financial Crisis, 2009 e <a href="http://www.bea.gov/national/xls/gdpchg.xls">http://www.bea.gov/national/xls/gdpchg.xls</a>; Obs: estimativa de -3% para 2009, UNCTAD</em></p>
<p class="MsoNormal">No caso dos EUA (ver tabela 2, acima), outrora o “motor” da economia mundial, o tecto da taxa foi baixando desde os anos 1970 e esta última década apresentará um padrão de “tipo japonês” (inferior a 2% de média anual). Em relação à tendência de muito longo prazo da economia americana, que cresceu, em média, quase 4% ao ano nos últimos duzentos anos, as previsões apontam para metade dessa dinâmica histórica no futuro.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Sob o signo da financeirização</strong></p>
<p class="MsoNormal">Em compensação, a financeirização da economia mundial foi arrasadora: em 2007, o valor total dos activos financeiros globais somava 194 biliões de dólares (trilhões, na designação anglo-saxónica), o que significava uma &#8220;profundidade financeira&#8221; de 343% do PIB, segundo o mais recente relatório &#8216;<a href="http://www.mckinsey.com/mgi/publications/gcm_sixth_annual_report/executive_summary.asp">Global Capital Markets</a>&#8216; da McKinsey.</p>
<p class="MsoNormal">Há, por isso, <strong>um problema sério na economia real nos países capitalistas maduros</strong>, dizem John Bellamy Foster e Fred Magdoff, editores da revista americana Monthly Review, no seu mais recente livro <strong>T<a href="http://www.amazon.com/exec/obidos/ISBN=1583671846/janelanawebjnrA/">he Great Financial Crisis</a></strong> (Monthly Review Press, Janeiro 2009). Atribuem essa maleita crónica ao que designam por capitalismo monopolista e financeiro que amortece o efeito da revolução tecnológica, do empreendedorismo e da “destruição criativa” renovadora. “O que poderá fazer sair desta situação o capitalismo? Não se vislumbra outra saída – dentro do sistema – que não seja outra vaga de financeirização, em última análise tão destrutiva como a última”, diz-nos <a href="mailto:jfoster@uoregon.edu">John Foster</a>, que prevê “explosões históricas pela frente”. Uma expressão dos anos da Grande Depressão regressou aos debates: a “estagnação secular”.</p>
<p class="MsoNormal">Muitos analistas mostram, por isso, prudência e falam de uma futura retoma “anémica” nos países desenvolvidos, e nomeadamente nos EUA, <a href="http://www.imf.org/external/pubs/ft/fandd/2009/09/blanchardindex.htm">como o referiu Olivier Blanchard</a>, director de Investigação no Fundo Monetário Internacional, na revista deste organismo, Finance &amp; Development, publicada em Setembro. A OCDE teme que haja mesmo uma queda no produto potencial e que o nível de desemprego se mantenha alto, mesmo com estabilidade de preços. “Outros são mesmo mais pessimistas e alegam que haverá inclusive uma redução da taxa de crescimento, e não só do potencial”, frisa-nos <a href="mailto:francesco.giavazzi@unibocconi.it">Francesco Giavazzi</a>, da <a href="http://faculty,unibocconi.it/francescogiavazzi">Universidade Bocconi</a>.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Tecnologia ao fundo do túnel?</strong></p>
<p class="MsoNormal">E as tecnologias de informação e comunicação (TIC) parecem não estar a resolver o problema. John Bellamy Foster disse-nos: “A revolução digital foi importante mas não conseguiu, nem de perto, ter o impacto que teve a máquina a vapor, o caminho-de-ferro e o automóvel”. Ou seja, o que Toffler chamou entusiasticamente de “terceira vaga” teve, até hoje, um impacto coxo, com uma intensidade inferior às revoluções industriais.</p>
<p class="MsoNormal">Mas <a href="mailto:carperezperez@yahoo.com">Carlota Perez</a>, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, não se deixa abater: “Todos estes anos de investimento nas TIC criaram as condições para uma idade de ouro sustentável. É neste sentido que a finança tem de ser ‘seduzida’, através da regulação, do tratamento fiscal e da pressão da opinião pública”. Ela fala de luz ao fundo do túnel desta crise: virá um grande impulso de desenvolvimento que precisou de mais de meio século para gerar os seus efeitos. Depois das crises de 2000 (rebentar da ‘bolha’ tecnológica) e da crise actual (financeira) abre-se um período final de posicionamento da sociedade baseada no conhecimento, mostrou, recentemente, num estudo publicado no <a href="http://cje.oxfordjournals.org/content/vol33/issue4/">Cambridge Journal of Economics (nº33, 2009)</a>. O ponto de vista da professora é que a dinâmica de financeirização será revertida e que a hegemonia da economia real regressará, tal como aconteceu após a Grande Depressão dos anos 1930 até 1970.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Mudar o eixo da política</strong></p>
<p class="MsoNormal">O economista italiano Giavazzi é ainda, politicamente, mais claro: “A forma de retornar ao crescimento implica uma mudança na carga fiscal, dos rendimentos do trabalho para os activos financeiros. Os governos podem ajudar, mudando a carga fiscal das actividades produtivas para as rendas financeiras”.</p>
<p class="MsoNormal">E sugere em termos de estratégia empresarial nos países desenvolvidos: “Enquanto o consumo interno nos grandes países emergentes não se tornar a motor da economia mundial, o que ainda vai demorar tempo, pode e deve explorar-se uma ponte no investimento, com taxas de juro baixas, no sentido de uma reestruturação das estruturas de produção nos países desenvolvidos de modo a se prepararem para a tal mudança de alocação geográfica e de alteração da composição do consumo mundial”.</p>
<p class="MsoNormal">As firmas no mundo ocidental têm de se adaptar para a oportunidade da massificação do consumo nos grandes países emergentes. “Vai haver mais consumo na China e menos nos EUA. Mais procura de electrodomésticos básicos, por exemplo, e menos relativamente de automóveis topo de gama. O que tem um corolário: os países que investirem, agora, na reestruturação, sairão mais ricos da crise”, conclui o professor italiano.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>O regresso do pequeno é belo</strong></p>
<p class="MsoNormal">Também o <em>small is beautiful</em> regressa ao sistema financeiro pelo grupo dos Economistas para a Paz e Segurança e pela Iniciativa para Repensar a Economia que reuniu em Agosto em Paris e que teve como relator o economista <a href="http://www.utexas.edu/lbj/faculty/galbraith.html">James K. Galbraith</a> (ver curta entrevista abaixo). A tese central do grupo é que a situação anterior à crise não pode ser restaurada no que toca ao sistema financeiro. Por isso, Galbraith sublinha, no Manifesto da reunião, que o papel das agências de regulação transnacionais e nacionais tem de ser reforçado e que as estruturas do sistema financeiro devem ser emagrecidas para acabar com o “demasiado grande para falir” e lhes quebrar o poder de influência política. Uma medida radical num ambiente em que o que se tem assistido é a uma concentração financeira ainda maior em menos actores na Wall Street, movimento que alguns analistas consideram inclusive que foi fomentado explicitamente pela acção da Reserva Federal e do Tesouro americanos durante o Grande Pânico de 2008.</p>
<p class="MsoNormal">A força deste ecossistema é conhecida. Galbraith fala-nos de uma dinâmica sociológica por baixo desta realidade numa curta entrevista: foi “criada uma classe profissional treinada de gente que pratica a retenção”. Não admira que John M. Keynes, no seu tempo, já falasse da necessidade de fazer “<a href="http://janelanaweb.com/novidades/the-medicine-suggested-by-keynes-euthanasia-of-the-%E2%80%98rentier%E2%80%99-system/">a eutanásia do <em>rentista</em></a>”, recuperando o radicalismo do economista americano <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Thorstein_Veblen">Thorstein Veblen</a> com a sua teoria sobre a classe ociosa, publicada há cento e dez anos.</p>
<p class="MsoNormal"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong>ENTREVISTA RÁPIDA </strong></p>
<p class="MsoNormal">Responde:<a href="http://utip.gov.utexas.edu/JG/"> </a><strong><a href="http://utip.gov.utexas.edu/JG/"><em>James K. Galbraith</em></a> (Universidade do Texas, Austin, EUA)</strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 14pt; line-height: 115%;">Regressar ao <em>small is beautiful</em> para o sistema financeiro</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><em>P: Na presente fase da gestão da crise, precisaríamos de mais políticas schumpeterianas em vez de keynesianas?</em></p>
<p class="MsoNormal">R: Não vejo a relevância da inovação para o momento actual. Mas admito que o investimento dirigido a problemas como a energia e o ambiente tenham relevância.</p>
<p class="MsoNormal"><em>P: A financeirização da economia dos últimos trinta anos consolidou um ecossistema poderoso que alguns afirmam que ‘capturou’ o Estado. Acha realista que se consiga mexer em profundidade neste sistema como propõe o relatório do grupo de Paris? O próprio presidente Obama acabou, recentemente, por não discursar no New York Stock Exchange.</em></p>
<p class="MsoNormal">R: Durante toda a minha carreira propus coisas que não eram consideradas ‘realistas’, mas não descarto as dificuldades.</p>
<p class="MsoNormal"><em>P: É realista, também, propor o emagrecimento dos grupos bancários transnacionais ocidentais, para mais sabendo que os bancos estatais chineses dominam hoje as classificações mundiais em capitalização?</em></p>
<p class="MsoNormal">R: Não estou preocupado com essas classificações. O meu objectivo é um sistema financeiro estável e não predatório. Instituições mais pequenas é melhor, como se refere no relatório. Demasiado grande para falir é um risco que não se deveria repetir. Os próprios chineses entendem isso.</p>
<p class="MsoNormal"><em>P: Com todas essas medidas em relação ao chamado sistema sombra financeiro não há o risco de ele migrar para outras geografias?</em></p>
<p class="MsoNormal">R: Insisto que o princípio de emagrecimento deve ser injectado no sistema. O sistema financeiro não deve retornar à situação em que estava antes da crise.</p>
<p class="MsoNormal"><strong> </strong></p>
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