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Peter Temin: A economia mundial está sem líder

Peter Temin: A economia mundial está sem líder

A conjuntura mundial que vivemos é especial, tal como no começo dos anos 30 do século passado, aquando da Grande Depressão que durou uma década, do domínio ideológico do padrão ouro que se manteve até quando já era tarde para reparar os seus malefícios e das políticas extremas de deflação seguidas em países-chave, como na Alemanha. O historiador económico, professor emérito de Economia do Massachusetts Institute of Technology (MIT) em Cambridge, Boston, pensa que, por agora, não estamos com muita sorte para fazer a transição sem um desastre.
Entrevista por Jorge Nascimento Rodrigues no MIT em Cambridge/Boston, 2013. Foto de Peter Pereira
(c) JNR, 2013; Peter Pereira 2013

«A economia mundial está sem líder» (Peter Temin)

A conjuntura mundial que vivemos é especial, tal como no começo dos anos 30 do século passado, aquando da Grande Depressão que durou uma década, do domínio ideológico do padrão ouro que se manteve até quando já era tarde para reparar os seus malefícios e das políticas extremas de deflação seguidas em países-chave, como na Alemanha. O historiador económico, professor emérito de Economia do Massachusetts Institute of Technology (MIT) em Cambridge, Boston, pensa que, por agora, não estamos com muita sorte para fazer a transição sem um desastre.

Entrevista com Peter Temin, Cambridge/Mass., março 2013, por Jorge Nascimento Rodrigues (c)JNR, 2013

Risco de uma crise global de dívida (como nos anos 1930 e 1980) é baixo… mas situação é frágil

A crise das dívidas soberanas está localizada na periferia da periferia da zona euro. A probabilidade de se tornar uma vaga como nos anos 1930 ou nos anos 1980 é pequena. Mas a situação é frágil, diz-nos Mark Wright, da Universidade da Califórnia em Los Angeles.

(c) JNR, 2012

Keynes contra o fantasma de uma guerra de divisas

À espera do ‘bancor’: John Maynard Keynes foi derrotado em Bretton Woods em 1944 no Hotel Mount Washington, mas a sua proposta para o sistema monetário internacional parece ter renascido, agora, das cinzas. Até o FMI estudou recentemente a sua “adaptação” aos tempos modernos. A Exame ouviu académicos e especialistas que pesaram prós e contras. Provavelmente continua uma visão, mas revela o génio do economista inglês sessenta anos depois. [TEXTO LONGO]

Mesa Redonda sobre a reforma de Wall Street: nota negativa

Quatro analistas internacionais dão nota negativa à finreg (regulação financeira) americana, nem mesmo um “B”, como Paul Volcker, um dos inspiradores da equipa Obama, ele próprio desiludido. Alguns buracos da nova lei Dodd-Frank, assinada pelo presidente norte-americano a 21 de Julho, dariam para que um Boeing 747 passasse por eles, ironiza um dos entrevistados.
© JNR, janelanaweb.com, 2010.

ENSAIOS SOBRE A CRISE – V: Uma bancarrota nunca vem só – defaults juntam-se em cachos

Os incumprimentos (default) de dívida soberana tendem a agrupar-se como num cacho de uvas. Os especialistas falam de um padrão histórico de “clusterização” destas situações nos últimos duzentos anos após grandes recessões globais (como as dos anos 1800 e 1930) ou crises pluricontinentais (como as dos anos 1980 e 1990). Esse risco renasceu agora com esta Grande Recessão. Com as probabilidades de default agora a descerem acentuadamente para os PIGS, depois do mais recente pico a 20 de Julho, o tema pode ser bizarro. Pode parecer a memorabilia. Mas convém não o empurrar para baixo do tapete.

ENSAIOS SOBRE A CRISE – IV: Comércio mundial caiu em 2009 como não acontecia há 70 anos

O ano passado ficará como um dos eleitos de um clube especial, o das maiores quebras do comércio internacional. Apesar de uma recessão global inferior a 1%, o efeito nas trocas mundiais foi muito ampliado. O enigma está a ser estudado pelos economistas. Mais um ensaio sobre esta crise. [Artigo original publicado na revista portuguesa EXAME, edição de Julho 2010]
(c) Jorge Nascimento Rodrigues, 2010
[AVISO: Texto Longo]

Retratos de Personagens das Crises: I – J.P. Morgan, o banqueiro sem sono de Wall Street

A Grande Recessão mundial de 1907 e 1908 teve um protagonista. O comandante em chefe da gestão desta primeira crise do século XX foi o magnata americano J.P.Morgan, Pierpont para os íntimos. Uma crise e um líder recordados por Robert Bruner, reitor da escola de negócios da Universidade da Virginia, nos Estados Unidos.
[Aviso: Texto Longo]
[Adaptação de versão original publicada na edição de Junho 2010 da revista portuguesa EXAME]

Ensaios sobre a crise III: Esta Recessão foi diferente

A comparação com a Grande Depressão dos anos 1930 é tentadora. Mas a história, agora, foi diferente. A separar 1929 de 2007 está uma “financeirização” insana da economia e da sociedade, dizem vários especialistas em história das crises. E a geração de um “ecossistema” financista novo.
AVISO AO LEITOR: Texto longo. Adaptação de artigo da Revista portuguesa EXAME, edição de Maio de 2010.

Nos dez anos do crash do Nasdaq: A história surpreendente de duas bolhas

Com a aproximação do aniversário do crash do Nasdaq a 11 de Março de 2000 exige-se uma reflexão sobre o comportamento da “exuberância irracional” nos mercados financeiros nesta última década. Como foi possível que, em menos de uma geração, se vivessem entusiasticamente duas bolhas (sempre com a ideia de que “desta vez é diferente”) e se sofressem dois crashs (sempre nos apanhando de surpresa)? Corresponderá esta dupla-bolha e duplo-crash a um padrão histórico que inclusive terá mais prendas na sua longa cauda? Eis a questão bilionária que fica por responder. A investigadora Carlota Perez, de Cambridge, no Reino Unido, ajuda-nos a compreender o que se passou.