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	<title>Janela na web &#187; Ian Bremmer</title>
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	<description>O seu portal de Management em Português desde 1995 editado por Jorge Nascimento Rodrigues</description>
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		<title>Nem G20, nem G2 &#8211; o mundo está entregue a um G-Zero, diz Ian Bremmer</title>
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		<pubDate>Sun, 29 May 2011 09:20:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Nascimento Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma entrevista com Ian Bremmer, um dos analistas que provocou a ira dos VIP em Davos este ano. Acha que o mundo tem um “vazio” derivado do declínio dos Estados Unidos como superpotência e da China não querer assumir o papel de parceiro na “gestão” do mundo. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em três anos apenas a correlação de forças na economia mundial ficou de pernas para o ar. </p>
<p>O G7 (os sete países com as economias mais desenvolvidas na segunda metade do século XX) de boa memória foi deitado para o caixote do lixo da história. Emergiu do meio da tormenta da Grande Recessão, em setembro de 2008, o G20, um mosaico de potências mais desenvolvidas e novas potências emergentes, que estava esquecido no armário. O presidente Obama julgou poder partilhar o comando dos assuntos mundiais no quadro de um G2 e liderar esse grupo de vinte países bem diversos. Mas a China disse não. </p>
<div id="attachment_891" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://janelanaweb.com/wp/ficheiros/Ian-Bremmer-em-Davos-2011.jpg"><img src="http://janelanaweb.com/wp/ficheiros/Ian-Bremmer-em-Davos-2011-150x150.jpg" alt="" title="Ian Bremmer em Davos 2011" width="150" height="150" class="size-thumbnail wp-image-891" /></a><p class="wp-caption-text">Ian Bremmer em Davos 2011</p></div>
<p>O que ficou? Uma superpotência – os Estados Unidos &#8211; que não consegue impor mais a sua agenda e nenhuma outra grande potência com vontade de partilhar as dores de uma nova época. Vivemos com um G0, diz Ian Bremmer, presidente da firma de consultoria Eurasia Group, sediada em Nova Iorque, que, com o professor Nouriel Roubini, o conhecido “Doutor Desgraças”, publicou, recentemente, na revista americana de geopolítica Foreign Affairs, um artigo polémico com o título “O mundo do G-Zero”.  Ian Bremmer é, também, co-autor de “Fat Tail” (Oxford Univ. Press, 2009).</p>
<p>A divulgação desta ideia de “vazio” geopolítico no seleto encontro anual de VIP do mundo no World Economic Forum em Davos provocou a ira do patrão dos patrões franceses, o chefe do MEDEF (Movimento das Empresas de França, antigo Conselho Nacional do Patronato Francês), e do presidente do comité presidencial coreano (que havia presidido ao G20 no ano passado) que atacaram Bremmer e Rubini quase como uma espécie de atiradores furtivos mortinhos por desencadear uma “guerra económica” de largas proporções.</p>
<p>Bremmer e Roubini responderam que não eram terroristas, que não estavam a “inspirar” nada – apenas “analisaram”. “Infelizmente, é a situação em que estamos”, disse Bremmer aos críticos exaltados. O que é que vai resultar desse “vazio”? Mais volatilidade e mais conflitos. Aliás patentes na incapacidade das cimeiras mais recentes do G20 em produzir mais do que frustrações, diz ele.</p>
<p><em>Entrevista a Jorge Nascimento Rodrigues @2011</em></p>
<p><strong>O G2 – o eixo Estados Unidos-China – é, apenas, uma invenção de académicos, jornalistas e gabinetes de contrainformação ocidentais?</strong><br />
Há sobretudo muita gente em Washington que gostaria que o G2 existisse. Mas, na verdade, não existe. Porque a China não tem qualquer interesse, por ora, em aceitar os riscos e o fardo que vêm na bagagem com o assumir de tais responsabilidades mundiais. Pergunte a qualquer funcionário chinês o que pensa disso, e logo ouvirá o argumento de que a China continua a ser uma economia em desenvolvimento vulnerável com imensos desafios internos para lidar, sem margem para se colocar em bicos dos pés como superpotência global.</p>
<p><strong>O presidente Obama teve, por isso, de recuar nesse objetivo, que praticamente não passou de um desejo?</strong><br />
Sim, a Administração Obama teve de aceitar. Não teve outra alternativa.</p>
<p><strong>Mas com um G-Zero, há como que um vazio. Os Estados Unidos perderam o seu estatuto de superpotência sozinha?</strong><br />
Segundo as métricas tradicionais, os EUA continuam a ser a única superpotência global. Washington gasta em defesa tanto quanto o conjunto dos vinte países seguintes na lista de despesas militares. É um fosso impressionante. Claro que conta. Mas será, na verdade, o melhor indicador de poder no mundo de hoje?</p>
<p><strong>E é o melhor indicador ou não?</strong><br />
Quando avaliamos o poder económico, ou mesmo cultural, há cada vez mais países que podem fazer a diferença.</p>
<p><strong>O que é que isso implica para os americanos?</strong><br />
Washington tem cada vez menos possibilidade, ao contrário de décadas anteriores, de obter o que deseja de outros governos. Os EUA permanecem a potência mais forte – e nos tempos mais próximos assim deverá continuar -, mas deixou de ser suficientemente forte para impor grandes mudanças na situação internacional.</p>
<p><strong>E desde quando isso ficou claro?</strong><br />
Desde o eclodir da crise financeira. Com a economia mundial à beira do precipício, um grupo como o G7, que incluía o Canadá e a Itália, mas punha de parte a China e a Índia era inviável. Foi da aceitação desta evidência que emergiu o G20. Foi um bom passo em frente. Já não era sem tempo que a China, Índia, Brasil, Turquia e Indonésia e outras economias emergentes tivessem assento à mesa.</p>
<p><strong>Com esse “vazio” regressámos ao jogo de forças do século XIX, quando a Rule Britannia começou a definhar?</strong><br />
A geoeconomia regressou a essa situação, mas tornou-se mais um jogo de soma nula. Nos tempos da Guerra Fria, no século XX, era a balança política e militar entre as duas superpotências que era um jogo de soma nula. Mas a crise financeira e a recessão global acentuaram a aversão ao risco em todos os países do mundo – tanto entre as potências estabelecidas como entre os jogadores emergentes.</p>
<p><strong>O que é que implica essa aversão ao risco?</strong><br />
Que, de momento, os governos percebem que a sua sobrevivência depende mais de protegerem o crescimento local e os empregos locais. Isso é tanto verdade na América, como na China, como na Europa, no Brasil ou onde quer que seja. Este interesse egoísta alterará de um modo substancial a dinâmica por detrás da globalização inspirada pelo Ocidente.</p>
<p><strong>Está a dizer que uma vaga de protecionismo vai paralisar o G20?</strong><br />
Paralisar é capaz de ser um exagero. Mas deveremos esperar três tendências: um disparo no protecionismo comercial, uma falta de coordenação nas políticas cambiais e a gradual erosão do papel mundial do dólar como divisa internacional e da aceitação multilateral de padrões globais. E mesmo outros problemas que derivam da falta de consenso dentro do G20.</p>
<p><strong>Vamos assistir a um recuo da globalização?</strong><br />
Sim, no sentido da globalização que o Ocidente pilotou. Este ambiente de G-Zero deverá lembrar-nos que, apesar da Guerra Fria já ter sido enterrada, ninguém no mundo se esqueceu de como se erguem muros. Nos aspetos em que a globalização pareça ameaçar o crescimento local e os empregos locais, novas medidas de controlo serão colocadas em prática que levantarão novas barreiras ao processo sem precedentes da velocidade com que as ideias, a informação, as pessoas, o dinheiro, os produtos e os serviços galgaram fronteiras.</p>
<p><strong>Corremos o risco de uma guerra de divisas, como avisaram os brasileiros?</strong><br />
O ministro das Finanças brasileiro avisou explicitamente para isso. Mas a palavra “guerra” se calhar é demasiado forte, pelo menos para o imediato.</p>
<p><strong>A que poderemos, então, assistir nos próximos meses?</strong><br />
Já vimos que os americanos estão dispostos a prosseguir uma política monetária de “alívio quantitativo” (quantitative easing, no original) para incentivarem a retoma económica no seu país. Trata-se de uma forma de política no campo das divisas com implicações internacionais enormes. Sabemos que a China, por seu lado, também resiste às pressões dos EUA, Europa, Brasil e Índia para apreciar a sua moeda, o renminbi. Por outro lado, países como a Coreia do Sul, Taiwan, Colômbia, Peru e Tailândia provavelmente irão impor algum modelo de controlo de capitais no curto prazo. São países em que este tipo de controlos poderá ajudar a obter o resultado final desejado sem infligir estragos sérios na reputação do país como destino do investimento direto estrangeiro.</p>
<p><strong>E será que o dólar cederá o lugar a uma nova divisa internacional, algo como o “bancor” sugerido por Keynes nos anos 1940?</strong><br />
Não creio. Não prevejo um novo Bretton Woods para formalizar uma mudança tão de fundo como essa proposta por Keynes. O dólar como reserva internacional terá de se defrontar com o ouro e com stocks de commodities e com mais trocas bilaterais denominadas nas moedas dos envolvidos como sucede no comércio entre China e Brasil, por exemplo.</p>
<p><strong>Qual foi a reação mais violenta em relação a esta vossa análise da situação mundial?</strong><br />
Foi, sem dúvida, em Davos, por parte de altas individualidades francesas e coreanas. Mas isso não admira. França e Coreia do Sul procuram ganhar importância internacional através destes encontros e estão envolvidas como organizadoras das cimeiras do G20 – a Coreia do Sul no ano passado e a França este ano. </p>
<p><strong>Mas que lhes respondeu?</strong><br />
Bom, não podemos ter um G-Todos. A única virtude do G20 é reforçar a sua reputação no sentido da simplicidade.</p>
<p><a href="http://janelanaweb.com/novidades/the-coming-back-of-the-state-capitalism/">Anterior Entrevista </a>a Ian Bremmer</p>
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		<title>The coming back of state capitalism</title>
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		<pubDate>Tue, 12 May 2009 11:53:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Nascimento Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[The four horsemen of the new geopolitical mantra - An interview with Ian Bremmer, president of the Eurasia Group. Bremmer just published a «shocking» article at Foreign Affairs magazine questioning «The End of the Free Market?». «State Capitalism comes of Age» (FA, May/June 2009, volume 88, number 3) is an inspiring article for a political and economic discussion that is essential for the coming years, during and beyond the current Great Recession.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>An interview with Ian Bremmer, president of the <a href="http://www.eurasiagroup.net/">Eurasia Group</a>. Bremmer just published a «shocking» article at Foreign Affairs magazine questioning «The End of the Free Market?». «<a href="http://www.foreignaffairs.com/articles/64948/ian-bremmer/state-capitalism-comes-of-age">State Capitalism comes of Age</a>» (FA, May/June 2009, volume 88, number 3) is an inspiring article for a political and economic discussion that is essential for the coming years, during and beyond the current Great Recession.</p>
<p>An interview by Jorge Nascimento Rodrigues ©</p>
<p><strong>BREMMER’S INTERVIEW IN BRIEF</strong></p>
<p>. «But angry activist response to the global economic crisis—and the fact that the crisis originated inside western financial institutions—provided the real tipping point. »<br />
. «There is no “global financial crisis,” because there is no real financial crisis inside state capitalist countries.»<br />
. «The conflict between liberalization and increased state intervention will not take place within these developed states. It will take place internationally, as we see these competing models create friction in international politics and global markets.»<br />
. «The most surprising of these horsemen would probably be the sovereign wealth funds (SWF), because they rocketed to prominence so quickly.»<br />
. Two major risks: stiff innovation for growth and rising protectionism in world trade</p>
<p><strong>INTERVIEW</strong><br />
<em>Q: What was the main reason for the coming back of state capitalism around the world? The recent policy activism against the global crisis or the longer geopolitical transition with the emergence of new great powers using various state &#8220;tools&#8221; in its go-global strategies?</em></p>
<p>A: The rise of state capitalism really began several decades ago with the rise in importance of oil in the global economy. It accelerated with the growth in importance of emerging markets to global economic growth. But angry activist response to the global economic crisis—and the fact that the crisis originated inside western financial institutions—provided the real tipping point.  An important additional point: there is no “global financial crisis,” because there is no real financial crisis inside state capitalist countries. There is a global recession brought about by the developed world’s financial crisis. China, for example, doesn’t have a liquidity problem. Its economy has taken a hit because consumer demand for Chinese-made products inside the European Union, the United States, and Japan—it’s largest trade partners—has fallen sharply. China has plenty of money with which to begin financing the next phase of its expansion.  </p>
<p><strong>This is not a return of socialism or even Marx’s revenge</strong></p>
<p><em>Q: Are we assisting to the swinging of the pendulum in economic doctrines? State interventionism won the &#8220;battle&#8221; against the deregulation and privatization wave of the 1980s?</em></p>
<p>A: Only a bit. Certainly, we’re going to see a lot of partisan political rhetoric inside the United States around this subject—and there’s a real risk of over-regulation in the US, Europe, and Japan. But it’s highly unlikely that any of these countries will simply embrace state capitalism. In other words, the conflict between liberalization and increased state intervention will not take place within these developed states. It will take place internationally, as we see these competing models create friction in international politics and global markets.</p>
<p><em>Q: From a theoretical point of view these new trends are the coming back of the socialist mantra (even some talk of Marx &#8220;revenge&#8221;)? Or these economic fragmented arguments &#8211; for the moment not yet an articulated theory- are nowadays basically a disguise for geopolitics action for certain emergent powers or populist politics for certain politicians?</em></p>
<p> A: This is a good question. No, this is not a return of socialism. This is capitalism as practiced by the state. That’s a very big difference. It’s capitalism with a different set of rules and a different cast of characters. In a political context, state capitalism makes sense as a tool for authoritarian governments, because it allows them to micromanage both political and economic challenges that have a direct impact on state stability. But in an economic context, state capitalism is not a particularly efficient engine for long-term expansion. You get excessive leverage and high growth…until you don’t. By the way, the financial crisis and global recession have revealed that the lack of regulation of recent years is hardly a durable model for long-term growth either. There is a delicate balance between these two extremes that policymakers all over the world will have to find.</p>
<p><em>Q: From the &#8220;four horsemen&#8221; of state interventionism &#8211; SWF, state &#8220;strategic&#8221; companies (full owned by the state or with golden shares, including the energy sector), privately owned &#8220;national champions&#8221;, and government policies &#8211; which examples from reality surprised you more?</em></p>
<p>A: The most surprising of these horsemen would probably be the sovereign wealth funds (SWF), because they rocketed to prominence so quickly after having existed as a very small factor in global market performance for many years. Over-leverage has made them much more influential.</p>
<p><strong>China tops the list…of the likeliest winners</strong></p>
<p><em>Q: As in the 1890s and 1900s with the new financial capital or in the 1970s with the Pension Fund Revolution (Peter Drucker coined the concept), are we living now a new profound world financial restructuring after the crash of the &#8220;innovative financial vehicles&#8221; of the last Wall Street bubbles? Who will gain the race?</em></p>
<p>A: There is a restructuring underway, and there will be clear winners and losers. Of the likeliest winners, China tops the list. Beijing has responded to its economic slowdown with a massive state spending spree, and it has the reserves to do a lot more. Once China resumes its former growth pace, its large supply of low-cost labor and growing capacity for innovation in higher value-added manufacturing sectors will still be there. Politically speaking, 30 years of double-digit economic growth has earned the communist party leadership a lot of domestic political capital, and despite the social turmoil provoked by growing gaps between rich and poor, severe environmental damage, endemic local-level corruption and other chronic problems, hundreds of millions of Chinese citizens are freer today than they’ve ever been to decide how and where to live. As a result, the leadership has proven a major beneficiary of a rising tide of national pride.  We’ll find more winners in the Persian Gulf. Major Arab energy producers like Saudi Arabia, the United Arab Emirates (Abu Dhabi, not Dubai), and Qatar are coping well with the global slowdown, despite the fall in energy prices since last summer. For the most part, gulf banks avoided exposure to the financial products that did so much damage in the west, and budget planners in these governments made wisely conservative assumptions about crude oil prices. Brazil will also re-emerge from the financial crisis with it status as an emerging market power intact. President Lula da Silva has helped forge a consensus in favor of responsible macroeconomic policy that spans most of Brazil’s political spectrum. His still high public approval ratings suggest his government will ride out the current crisis with its market-friendly reputation secure. India has several advantages which help limit political risk in the country. Most important is the decentralization of economic power that ensures that, though reform often proves a (very) slow process, Delhi’s enormous state bureaucracy can no longer easily obstruct the entrepreneurial talents and energies that have transformed the country over the past two decades.   </p>
<p><strong>Risks in Russia</strong></p>
<p><em>Q: And those who won’t fare so well?</em></p>
<p>A: Among the countries that won’t fare as well is Russia, where there is a growing risk of elite divisions over economic policy—particularly if the slowdown creates severe hardships and high unemployment in many of the one-company towns in the Urals and Siberia. Infighting among key politicians in Ukraine prevents its government from moving forward on implementation of changes needed to ensure IMF help is not delayed. In turkey, conflicts between the ruling Justice and Development Party and influential secularists among the country’s media, military, and business elite have alternated between simmer and boil. These tensions aren’t likely to be resolved anytime soon, distracting the government from the kinds of reforms needed to address serious structural problems. Finally, the dollar will probably eventually take a hit, but that’s a longer-term issue.</p>
<p><em>Q: Innovation, and particularly innovation diffusion through the economic tissue, is the engine of growth. State pro-activism is good for some breakthrough projects, like the Soviet Space Korolev program in the 1950s or the DARPA in America in the 1960s. But it is poor in the diffusion phase. The new trend will stiff innovation and growth as the Soviet implosion reminds us?</em></p>
<p>A: That’s right. Innovation in these states won’t be as efficient—and, as a result, global growth won&#8217;t be as robust. Over the longer-term, however, technological innovation will have a transformative effect.</p>
<p><em>Q: The rising of state interventionism grows the risk of protectionist policies around the world? WTO will have a bad time?</em></p>
<p>A: It certainly does. This is something that believers in free markets in the West must fight hard to resist, even though worsening economic conditions will always incentivize populist/protectionist policies. </p>
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