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	<title>Janela na web &#187; mergers</title>
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	<description>O seu portal de Management em Português desde 1995 editado por Jorge Nascimento Rodrigues</description>
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		<title>Na hora de ir às compras</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Oct 2008 11:49:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Nascimento Rodrigues</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Boas Pérolas a bons preços, diz a Bain &#038; Co. A opinião de João Soares, um português regularmente em trânsito entre Lisboa e Sydney, «partner» a nível mundial da consultora de Boston.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">No meio da carnificina geral que corre pelas bolsas de valores neste &#8216;Outubro negro&#8217;, desenha-se uma tendência muito agressiva de consolidação nalguns sectores. Muita gente está a ir às compras no meio do terramoto financeiro. A consultora americana Bain &amp; Company diz que é o momento certo. As crises financeiras têm, sempre, dois ângulos de observação – o do pânico e o da oportunidade.</p>
<p class="MsoNormal">“Este é o momento certo para fazer aquisições que reforcem o núcleo duro do negócio. Conseguem-se encontrar boas pérolas a bons preços no meio das vendas ao desbarato que algumas entidades estão a fazer ou a anunciar”, diz João Soares, de 37 anos, «partner» da consultora americana. João, actualmente, não tem mãos a medir com a consultoria em período de brutal turbulência. Regularmente anda em trânsito entre Lisboa e Sydney.</p>
<p class="MsoNormal">Ainda que seja cedo para avaliar o resultado da actual vaga de aquisições, as notícias sucedem-se quase semanalmente, nomeadamente no sector financeiro. Apesar da quebra de capitalização de bancos como o Bank of America (a recente aquisição do Merrill Lynch, no quadro de 7 aquisições realizadas desde 2003 gastando 120 mil milhões de dólares), o Citigroup (actual disputa com o Wells Fargo sobre a partilha dos activos do Wachovia), o BNP Paribas (aquisição da Fortis belga e luxemburguesa), o Commerzbank (aquisição do Dresdner Bank dono da Allianz) ou o grupo financeiro japonês Mitsubishi UFJ, as grandes aquisições estão na moda.</p>
<p class="MsoNormal">O consultor da Bain adverte, no entanto, que “o factor crítico de sucesso nestas aquisições é uma avaliação rápida, mas bem realizada das características estratégicas, comerciais e de marketing do alvo, baseada no valor global e nos principais riscos”.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Retorno maior em recessão</strong></p>
<p class="MsoNormal">A consultora de Boston realizou um estudo junto de 90 executivos da lista das 500 maiores empresas da lista da revista Fortune e concluiu que 75% desses gestores da nata empresarial mundial acredita que a turbulência “cria uma janela de oportunidade de alto valor para ganhar vantagem estratégica”. João Soares é mesmo incisivo: “Quem vai às compras em cenários de recessão, normalmente consegue um retorno melhor do que nos anos ‘bons’, uma vantagem com uma ordem de magnitude duas vezes superior”.</p>
<p class="MsoNormal">No estudo realizado pela Bain, intitulado ‘<a href="http://www.loyaltyrules.com/bainweb/publications/publications_detail.asp?id=1421&amp;menu_url=publications_results.asp">Winning in Turbulence</a>’, verifica-se que os períodos de recessão de 1991-1993 e de 2001-2003 foram bem aproveitados. “Foram as melhores colheitas ‘vintage’ para fundos de Private Equity nos últimos vinte anos”, acrescenta.</p>
<p class="MsoNormal">João Soares recomenda, no entanto, que não se enverede por diversificações não relacionadas e insensatas. Os períodos de turbulência são o ideal para estar de olho nas vulnerabilidades dos concorrentes, para ter um plano de contingência face a surpresas do mercado: “Em recessão, a empresa rival pode fraquejar e tornar-se alvo de aquisição que ofereça retornos superiores aos investimentos habituais”.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Mutações como nos vírus</strong></p>
<p class="MsoNormal">A memória histórica costuma não ser muito elevada. O estudo da Bain verificou que “apenas 35% dos executivos actuais estavam na cadeira de comando durante a última recessão”&#8230;que foi há, apenas, sete anos. Esta rotatividade na gestão de topo acarreta um problema grave de falta de experiência em condições de turbulência e de massacre bolsista para uma larga percentagem de decisores.</p>
<p class="MsoNormal">No entanto, mesmo a experiência e a memória não chega. “As crises tal como os vírus tendem a sofrer mutações, por isso encontrar soluções torna-se crescentemente mais complexo”, sublinha João Soares. Por isso, é indispensável a reflexão estratégica, e a Bain vai mesmo ao ponto de recomendar que se “encorajem as Cassandras internas, gente que desenvolva cenários de pesadelo, que, muitas vezes, colocam à tona da água problemas bem genuínos para nos preocuparmos”. Outra recomendação da Bain é que se tome “decisões atempadas, mesmo com base em dados imperfeitos e em muitos casos contraditórios”. E que se mantenha uma postura de “ajustamentos frequentes” face à realidade.</p>
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