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	<title>Janela na web &#187; Petrohina. Exxon</title>
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	<description>O seu portal de Management em Português desde 1995 editado por Jorge Nascimento Rodrigues</description>
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		<title>O recente apetite de Pequim pelo ouro</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Jun 2009 22:07:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Nascimento Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ardina na Crise]]></category>
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		<description><![CDATA[A subida da China ao quinto lugar dos países com mais reservas de ouro, numa altura em que o dólar volta a estar em queda acentuada e a onça de ouro se aproxima paulatinamente dos 1000 dólares, é mais um sinal da alteração das relações de força na economia mundial]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">A China resolveu anunciar recentemente o aumento das suas reservas em ouro em 75% em relação aos valores conhecidos desde 2002, segundo refere agora o <a href="http://www.research.gold.org/">World Gold Council</a> (WGC). Em nove anos duplicou estes activos, passando de 500 toneladas em 2001 para 1054 <a href="http://www.gold.org/assets/file/pr_archive/pdf/China_reserve_buying_pr.pdf">em final de Abril</a>. Passou a ocupar o 5º lugar na lista dos países com maiores reservas (onde se encontra Portugal em 11º lugar).</p>
<p class="MsoNormal">Ainda que a China represente apenas 4% das reservas mundiais, muito distante das 45% detidas pela União Europeia e das 30% na posse dos Estados Unidos, este movimento ascendente foi interpretado como um sinal de uma viragem para um investimento num valor de “refúgio” e para um esboço de diversificação.</p>
<p class="MsoNormal">Apesar de o ouro ter deixado de ser o suporte das divisas, desde que o presidente americano Nixon em 1971 rompeu com a convertibilidade do dólar em relação ao ouro existente em grande parte em <a href="http://www.globalsecurity.org/military/facility/fort-knox-depository.htm">Fort Knox</a>, a China foi dos poucos países que resolveu, a contracorrente, aumentar as suas reservas neste metal precioso nas últimas décadas.</p>
<p class="MsoNormal">A Rússia fê-lo, também, em menor dimensão – mais 100 toneladas desde 2001. Pelo contrário, a União Europeia procedeu a vendas coordenadas desde 1999 a 2006 quando o ouro se vendia entre 280 e 600 euros por onça – ‘barato’ em relação aos mais de 950 euros actuais &#8211; e os EUA alienaram 10% das suas reservas desde 1971. Portugal entre 2001 e 2006 vendeu mais de 1/3 das suas reservas em ouro a preços baixos; actualmente regista menos de 400 toneladas, ou seja menos de metade do que dispunha em 1971, aquando do «golpe Nixon».</p>
<p class="MsoNormal">O WGC espera, agora, que o exemplo chinês tenha um efeito de contágio na Ásia e que os europeus revejam a sua posição aquando do final do Acordo dos bancos centrais para a venda coordenada de reservas de ouro que finda em Setembro próximo.</p>
<p class="MsoNormal">No entanto, a aposta no ouro é, apenas, um dos sinais da estratégia chinesa de grande potência que, provavelmente, só é entendida integrada num outro conjunto de movimentos e para além de razões estritamente técnicas.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Mensagens da Cidade Proibida</strong></p>
<p class="MsoNormal">Os chineses têm estado a emitir “uma série de mensagens”, diz-nos o analista James Turk. Aquando do encontro do G20, o <a href="http://geoscopio.tv/2009/03/geoprotagonistas/a-gafe-de-timothy-diario-de-bordo-9/">governador do Banco da China apoiou a ideia de se rediscutir o papel do dólar</a> como divisa internacional e de se usarem, em alternativa, direitos de saque especiais (tecnicamente designados em inglês como SDR – special drawing rights) emitidos pelo Fundo Monetário Internacional como divisa de reserva supra-estatal imune à instabilidade actual do dólar e às dúvidas sobre a solvência dos próprios Estados Unidos que o imprime.</p>
<p class="MsoNormal">Os passos de que falava Zhou Xiaochuan são claros: uso dos SDR na própria fixação de preços das <em>commodities</em>; lançamento de títulos denominados nessa base, o que, aliás, tem sido estudado pelo próprio FMI; criação de um fundo aberto denominado em SDR. Entretanto, um membro da Comissão de Peritos das Nações Unidas para a Reforma Financeira Internacional, Avinash Persaud, recomendou inclusive a criação internacional de um instrumento cambial como o velho ECU que a Comunidade Europeia usou antes do euro baseado num cabaz de divisas. O assunto não está, portanto, encerrado e virá à tona, de novo, em próximas reuniões do G20.</p>
<p class="MsoNormal">Agora foi anunciada a aposta de Beijing no ouro, o que significa não só uma diversificação das suas aplicações bem como a concretização de uma estratégia de suportar a projecção externa da moeda chinesa, o yuan, numa convertibilidade sólida, o velho padrão ouro, segundo o analista Jim Willie. No caso do FMI proceder a vendas das suas reservas de ouro (que são, actualmente, mais de 3000 toneladas, ocupando a terceira posição logo a seguir aos EUA e à Alemanha), restará ver quem ganhará a corrida ao primeiro lote (provavelmente de 400 toneladas) com o preço da onça do ouro provavelmente a subir acima de 1000 dólares.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Estratégia em geometria variável</strong></p>
<p class="MsoNormal">Em simultâneo, os chineses têm procurado minimizar o peso da denominação em dólares nas transacções internacionais, em particular na área dos fornecimentos estratégicos. Em Abril, a China tornou-se o principal parceiro do Brasil – depois de os Estados Unidos terem substituído em 1930 a Inglaterra nesse papel que, por sua vez, rendera Portugal nos anos 1800 – e na viagem recente do presidente Lula da Silva a Beijing o Banco de Desenvolvimento da China concedeu créditos de quase 20 mil milhões de dólares dirigidos em grande parte à Petrobras que se tornou em mais um dos fornecedores estáveis de petróleo (até 160 mil barris por dia) da máquina de crescimento chinesa.</p>
<p class="MsoNormal">Este modelo de relações bilaterais sem o uso intermédio do dólar como divisa comercial deverá tornar-se norma. Em Abril, a China tinha concluído vários acordos de empréstimos em yuans a outros bancos centrais da Argentina, Hong Kong, Indonésia, Malásia e Coreia do Sul.</p>
<p class="MsoNormal">No campo da projecção externa da sua divisa, Beijing autorizou, agora, o HCBC inglês e o Bank of East Asia (sediado em Hong Kong) a emitirem obrigações em yuans – são os primeiros bancos estrangeiros a poder fazê-lo. Em simultâneo, redinamizou, do ponto de vista comercial e financeiro, as relações com a Península Arábica, outra região com enorme liquidez actualmente. O eixo Cantão-Dubai é hoje dos mais fortes, conta-nos Ben Simpfendorfer, autor de ‘The New Silk Road’. Ben ficou particularmente surpreendido com a oportunidade explorada por Hong Kong em direcção às redes islâmicas de capitais. O escritor não acredita, no entanto, que se possa já falar de «uma convergência estratégica de interesses com os fundos soberanos».</p>
<p class="MsoNormal">Por outro lado, no plano simbólico, a China irá potenciar o facto de, actualmente, dominar os <a href="http://www.leap2020.eu/GEAB-N-35-est-disponible!-Crise-systemique-globale-Juin-2009-Quand-le-monde-sort-definitivement-du-cadre-de-reference_a3240.html">três lugares cimeiros da banca mundial em termos de capitalização bolsista </a>(com o Industrial &amp; Commercial Bank of China, o China Construction Bank e o Bank of China). Ocorreu uma mudança de poder financeiro avassaladora nos últimos dez anos – de um sistema dominado por 17 bancos americanos, ingleses e japoneses em 1999 para uma nova realidade, saída da crise de 2007/2009, em que a banca estatal chinesa detém cinco lugares e o anterior eixo dominante se reduziu a cinco bancos (ver quadro).</p>
<p class="MsoNormal">Acresce que a China é desde 2007 <a href="http://www.goldsheetlinks.com/production.htm"><em>o principal minerador de ouro do mundo</em></a>, tendo ultrapassado a África do Sul, o líder histórico. Recorde-se que, em 1970, a África do Sul era o líder incontestável da produção mundial de ouro com 68%. O seu declínio foi progressivo, tendo em 2008 baixado para 9,8% da produção mundial. Pelo contrário, a China só surgiu no radar dos grandes produtores em 1995 com 6,2%, alcançando os 12,2% em 2008.</p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 18pt; line-height: 115%;">O que a China sabe</span></strong></p>
<p class="MsoNormal">. Que a situação dos contratos de derivados negociados fora de bolsa (over-the-counter, na designação técnica) não está “controlada” e que os seus estragos sobre o sistema financeiro poderão continuar com surpresas. Ainda que tenham baixado 13,4% em relação a Julho de 2008, continuavam em Dezembro do ano passado (segundo a comunicação de 19 de Maio último do Bank for International Settlements) num valor facial que é quase 11 vezes o PIB mundial. Sinal preocupante é o facto que o custo de substituição de todos os contratos existentes no final de Dezembro subiu 1,7 vezes em relação a Julho de 2008, representando 63% do PIB mundial. O risco subiu, apesar do montante total ter baixado.</p>
<p class="MsoNormal">. Que o dólar americano aparenta ter regressado a uma tendência de quebra do seu valor face a outras moedas, e nomeadamente em relação ao euro. Depois de ter estado no ponto mais baixo entre Março e Julho de 2008, logo a seguir ao episódio do colapso do banco Bear Stearns, com o dólar a valer apenas 63% do euro, as injecções anticrise de Hank Paulson (secretário do Tesouro de Bush) e depois do novo presidente Obama seguraram o dólar até Março de 2009. O efeito parece ter-se esgotado entretanto, e o dólar vale hoje apenas 70% do euro, ainda longe, contudo, dos 63% de há um ano atrás. Mas os analistas prevêem uma nova derrocada da divisa americana, o que prejudicará severamente as reservas em dólares que a China dispõe – as maiores do mundo actualmente (2,6 biliões de dólares, 3% do PIB mundial em 2008, 8 vezes o PIB português do ano passado).</p>
<p class="MsoNormal">. Que simbolicamente consolidou mais uma medalha. A maior empresa do mundo, em capitalização bolsista, é, de novo, a PetroChina, que voltou a desalojar a Exxon. Apesar de ter apenas 38% da facturação da Exxon e 37% dos lucros da multinacional americana, o gigante chinês cotado em Hong Kong e Xangai viu o seu valor aumentar depois dos movimentos de aquisição de 45,5% da Singapore Petroleum e de 50% da AO Mangistaumunaigas do Kazaquistão.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 16pt; line-height: 115%;">Reservas oficiais de ouro</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><em>País<span> </span><span> </span>Toneladas </em></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span><em><span> </span>Março 2009</em></p>
<p class="MsoNormal">EUA<span> </span>8133,5</p>
<p class="MsoNormal">Alemanha<span> </span>3412,6<span> </span></p>
<p class="MsoNormal">França<span> </span>2487,1</p>
<p class="MsoNormal">Itália<span> </span>2451,8</p>
<p class="MsoNormal"><strong>China<span> </span>1054 *</strong></p>
<p class="MsoNormal">Suíça<span> </span>1040<span> </span></p>
<p class="MsoNormal">Japão<span> </span> 765,2<span> </span></p>
<p class="MsoNormal">Holanda<span> </span>612,5<span> </span></p>
<p class="MsoNormal">Rússia<span> </span>523,7<span> </span></p>
<p class="MsoNormal">Taiwan<span> </span>423,6</p>
<p class="MsoNormal"><strong><span lang="EN-US">Portugal<span> </span>382,5</span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><em><span lang="EN-US">Fonte: World Gold Council, http://www.research.gold.org/reserve_asset/</span></em></p>
<p class="MsoNormal">Nota: (*) Anúncio de 24/04/09</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 16pt; line-height: 115%;">10 Maiores bancos do mundo </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><em>(Capitalização bolsista em mil milhões de dólares, 2009)</em></strong></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">Industrial &amp; Commercial Bank of China<span> </span><span> </span>(China)</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">China Construction Bank<span> </span>(China)</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">Bank of China<span> </span>(China)</span></p>
<p class="MsoNormal">HSBC<span> </span>(Inglaterra)</p>
<p class="MsoNormal">JP Morgan Chase<span> </span>(EUA)</p>
<p class="MsoNormal">Mitsubishi UFJ Financial<span> </span><span> </span>(Japão)</p>
<p class="MsoNormal">Santander<span> </span>(Espanha)</p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">Goldman Sachs<span> </span>(EUA)</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">Wells Fargo<span> </span><span> </span>(EUA)</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">Bank of Communications<span> </span>(China)</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US"> </span></p>
<p><span style="font-size: 11pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Calibri&quot;,&quot;sans-serif&quot;;" lang="EN-US">Fonte: <a href="http://www.leap2020.eu/GEAB-N-35-est-disponible!-Crise-systemique-globale-Juin-2009-Quand-le-monde-sort-definitivement-du-cadre-de-reference_a3240.html">GEAB</a></span></p>
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