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A ILHA DAS DUNAS

A Ilha da Boavista é, ainda, um segredo bem guardado, apesar de se encontrar a pouco mais de meia hora de voo da vizinha Ilha do Sal, destino único de muitos turistas que demandam as ilhas de Cabo Verde todos os anos

Texto e fotos: Alexandre Coutinho

Costa da Boa Esperança, no Norte da Ilha da Boavista. Um vasto areal deserto que se estende até à Ponta Antónia Com efeito, apenas, os viajantes e os turistas mais informados seguem para a Boavista, disfrutando dos seus extensos areais desertos, do seu mar cor de esmeralda e da hospitalidade natural das gentes da ilha. Curiosamente, foram os italianos, os primeiros a descobrir o potencial turístico da Boavista, investindo num hotel em Sal-Rei e num "resort" de qualidade, na Praia da Cruz, a três quilómetros da capital da ilha.

Destroços do cargueiro espanhol Cabo de Santa Maria, que naufragou na Costa da Boa Esperança, em 1968 Sol, mar e praia constituem os maiores atractivos, para além da gentileza da sua população e da gastronomia local, tipicamente caboverdiana e reforçada pela abundância de bom peixe e marisco. É o local ideal para quem procura umas férias repousantes, longe do bulício dos grandes centros turísticos. A tranquilidade e a paz reinantes explica, também, as razões da escolha dos seus imensos areais pelas tartarugas marinhas, em época de desova (Primavera e Verão).

Apesar dos seus 620 quilómetros quadrados (é a terceira maior ilha do arquipélago), a Boavista é uma das ilhas mais áridas, secas e baixas (o seu ponto mais elevado, o Pico da Estância, tem 380 metros) de Cabo Verde, mas não menos rica na diversidade de paisagens e passeios que possibilita aos visitantes. Recomenda-se o aluguer de um pequeno jipe Samurai, em detrimento das "pick-up" dos hotéis.

Da Costa da Boa Esperança à Praia de Stª Mónica

Praia de Santa Mónica, no Sul da Ilha da Boavista. Uma magnífica praia de areias brancas com 18 quilómetros de extensão A partir de Sal-Rei, situada no canto Nordoeste, é possível visitar o pequeno farol da Ponta do Sol (o ponto mais setentrional da ilha), passando pelas ruínas da Capela de Fátima e seguir para a Costa da Boa Esperança - um vasto areal que se estende até à Ponta Antónia - onde, em 1968, naufragou o cargueiro espanhol Cabo de Santa Maria (cujos destroços são lentamente devorados pelo mar).

Olaria do Rabil, actualmente a única em actividade em toda a ilha Viajando mais para Sul e a partir da povoação de Rabil, chega-se facilmente à Praia da Chava, outrora conhecida pela sua fábrica de cerâmica, entretanto abandonada. As ruínas foram parcialmente cobertas pela areia e, apenas, a chaminé em tijoleira permanece à superfície como testemunho de um passado mais glorioso, em que exportava a sua produção para as restantes ilhas. Todavia, é no Rabil que funciona a única olaria ainda em actividade na Boavista. Passando pela Povoação Velha (a primeira fundada na ilha) alcança-se a Costa Sul, com a magnífica Praia de Stª Mónica, com 18 quilómetros de extensão. É um areal de uma brancura excepcional a perder de vista, onde deverá surgir, dentro de alguns anos, um novo "resort" turístico.

E quem desejar organizar um passeio de um dia inteiro, poderá aventurar-se numa travessia do verdadeiro mar de dunas, povoado de oásis de coqueiros, que ocupa grande parte do centro da ilha, "desembarcando" na Costa Leste, a mais verdejante e cultivada. Ali, pode visitar aldeias de nomes curiosos, como João Galego, Fundo de Figueiras e Cabeço do Tarafo; subir ao farol do Morro Negro; tomar banho na praia das baleias; e partir à descoberta do Olho de Mar, uma piscina natural de água doce incrustada no meio da rocha vulcânica. Pesca desportiva, mergulho, vela, "windsurf" e "mountain bike" são outras das actividades propostas aos turistas pelos hotéis e operadores independentes de Sal-Rei.

As "tocatinas" de Sal-Rei

Praia da Chava, na Costa Oeste da Ilha da Boavista. Da antiga fábrica de cerâmica, apenas subsiste a chaminé de tijoleira Sal-Rei é uma pequena vila de casario colorido e de inspiração europeia, com alguns testemunhos de um rico passado comercial, quando a ilha exportava sal, tinturas para têxteis, algodão, gado, cal e cerâmica em grandes quantidades. Frente à baía do porto, encontra-se o Ilhéu de Sal-Rei, onde os portugueses construiram o Forte Duque de Bragança (já em ruínas) para proteger a vila dos ataques dos piratas.

Povoação Velha, a primeira vila fundada pelos portugueses na Ilha da Boavista A par de S. Vicente, muitos afirmam que a morna caboverdiana terá tido o seu berço na Boavista, na época da escravatura e do algodão. Ainda hoje, as "tocatinas" ao fim da tarde e à noite fazem parte das ocupações dos seus habitantes e todos os visitantes são convidados a assistir e participar. Além da sua tradicional riqueza melódica e rítmica, sobre letras improvisadas, a morna da Boavista denota alguma influência brasileira trazida, primeiro, pelos marinheiros do Brasil que ali aportavam para carregar sal e, mais tarde, por emigrantes e pelo inevitável aculturamento televisivo.

Seja dia ou noite, Sal-Rei vive a calma e tranquilidade de uma vila onde, praticamente, não circulam automóveis e se pode ir a pé a todo o lado. É como se o tempo estivesse suspenso por uns dias, uma sensação verdadeiramente incomparável.


BLOCO NOTAS

País: República de Cabo Verde (5/7/1975)

Área: 4030 km2

População: 450000 habitantes

Capital: Cidade da Praia

Moeda: Escudo caboverdiano (1 ECV = 1$80 - câmbio fixo em Novembro de 1999)

Idiomas: Português e crioulo

Vacinas: Nenhuma obrigatória

Documentos: Passaporte com visto e seguro de viagem

Hora: GMT - 1

Destino: Ilha da Boavista (Grupo do Barlavento), no Oceano Atlântico, cerca de 630 quilómetros a Oeste das costas do Senegal.

Acesso: Por avião, a partir do aeroporto internacional da Ilha do Sal. Por barco, a partir da Ilha do Sal ou da Ilha de Santiago.

Mapas: Cabo Verde (1:500000) / Boavista (1:126400) / Sal-Rei - Marine Club/Geodia

Guias: Requedaz, Sabrina e Delucchi, Laurent - Cap-Vert - Loin des Yeux du Monde, Guide Olizane/Découverte, Edition Olizane, Genève, 1999

Alojamentos:

  • Hotel Marine Club (****) - Tel.: (238) 511304
  • Hotel Dunas (***) - Tel.: (238) 511225
  • Hotel Estoril Beach Resort (***) - Tel.: (238) 511082
  • Restaurantes:

  • Bar Ristorante L'Incontro (Hotel Dunas) - Tel.: (238) 511225
  • Chez Luísa (junto do Bar Café Paraíso)
  • Oasis - Tel.: (238) 511344
  • Clima: Seco, semi-árido, tipicamente sub-sahariano, com uma estação seca ao longo de quase todo o ano e uma curta estação de chuvas em Agosto e Setembro.

    Equipamento indispensável: Roupas leves, T-shirts e calções, sapatos leves, chapéu, óculos de sol, canivete suíço, bolsa de primeiros socorros, protector solar, binóculos, máquina fotográfica e câmara de vídeo.

    Código de preservação: Lembre-se que as populações locais têm os seus próprios hábitos e costumes. Peça autorização antes de fotografá-los; transporte todo o lixo consigo até encontrar um recipiente apropriado.

    Endereços úteis:
    Cabo Verde

  • www.caboverde.com/default.htm
  • www.governo.cv
  • www.capeverdeusembassy.org/factmain.html
  • http://members.tripod.com/~gambuzino/cpv.htm
  • www.cabonet.cv/cabonews/
  • www.odci.gov/cia/publications/factbook/cv.html
  • http://users.erols.com/kauberdi/index.html
  • www.caboverde.com/news/cv-card.htm

  • Boavista
  • www.caboverde.com/ilhas/yboav-it.htm
  • www.caboverde.com/ilhas/boavist/guide-e.htm
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