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O SOL É O ALIMENTO DA ALMA

Quando a primeira claridade desperta e invoca o dia os olhos abrem-se e o espírito aguarda, quase em suspenso, que a natureza revele o seu humor. Um sorriso nos lábios, um suspiro de satisfação e um espreguiçar preguiçoso surgem, espontaneamente, perante uma boa disposição traduzida em raios de luz e céu azul. No nordeste brasileiro a natureza é feliz, os nordestinos estão de bem com a vida (mesmo perante a adversidade), e os turistas de lá não querem sair na hora do regresso.

Texto e fotos: Paula Carvalho Silva

O Brasil tem sido, desde sempre, um dos destinos privilegiados pelos portugueses. O sonho de passar umas férias de frente para um Oceano Atlântico de águas com uma temperatura amena, numa qualquer língua de areia fina e branca, persiste.

Um dia o poeta Fernando Pessoa escreveu: «não evoluo, viajo». Existem muitas maneiras de viajar que podem influenciar a realização de um sonho. Optar pelo pacote de agência facilita a vida de quem não quer ter o trabalho de procurar e planear. Legítimo. Mas, será preciso planear num país como o Brasil e em especial numa região como o nordeste brasileiro onde as infra-estruturas turísticas abundam? Não. Basta uma pitada de espírito aventureiro, algum bom senso, uma dose de sorte e a hospitalidade do nordestino.

Reserve-se o voo para o Recife, capital do Estado de Pernambuco, e as duas primeiras noites num hotel ou pousada de frente para a praia da Boa Viagem e o mote está dado. Depois de um merecido descanso, comprar o guia Quatro Rodas, um excelente livro de sugestões, atravessar a rua e estender a toalha no extenso areal, pode ser um perfeito começo para esta aventura. Se de repente alguém se aproximar e lhe oferecer uma cadeira para se sentar e uma sombra, aceite. O gesto significa apenas que daqui para a frente se vai estabelecer uma relação comercial que só lhe poderá ser vantajosa. Garrafas de cerveja de 65 cl, refrigerantes e águas aparecem por entre blocos de gelo conservados dentro de pequenas arcas frigoríficas. O negócio é feito sem pressões e de forma natural, fomentado pelo calor e pelo sorriso aberto do brasileiro. Um bate-papo agradável pode proporcionar informações úteis sobre a cidade, dicas para evitar possíveis roubos e alternativas mais baratas de aluguer de carros. De carro é realmente a melhor maneira de viajar pelo nordeste mas, lembre-se de conferir o estado dos pneus se optar por uma agência mais pequena. E este é apenas um dos elementos a ter em conta.

Um recife separa a praia do oceano e faz com que as águas sejam muito calmas e formem piscinas naturais com a maré baixa. Perante este magnífico cenário poder-se-ia pensar que nada mais é preciso para completar o sentimento de bem-estar. Mas, depois aparecem as vendedoras e os vendedores ambulantes que percorrem a praia da Boa Viagem a oferecer iguarias a preços francamente baixos. Doses de camarões e pernas de caranguejo tornam-se verdadeiramente irresistíveis. E a cerveja, ali ao lado, tão geladinha...

Assentar arraiais em Olinda

A cidade de Recife não é particularmente bonita no seu todo. O interesse surge, sobretudo, da mistura do novo, traduzido em prédios altos e avenidas largas, e do velho, bem patente nas pontes que ligam as margens dos rios que a atravessam e nos sobrados (casas de dois ou mais pisos) coloniais dos bairros mais antigos. Por isso, e porque a extraordinária beleza de Olinda, a apenas oito quilómetros de distância, encanta qualquer um, uma das opções para conhecer a região é fazer desta cidade a base para onde se regressa ao final da tarde, já com saudades da acalmia e do suave farfalhar das folhas dos coqueiros.

De volta ao Recife, o bairro da Boa Viagem, encostado à orla marítima, está pejado de prédios altos que percorrem os sete quilómetros de praias. A marginal ou calçadão está protegida do sol por árvores de grande porte e é um excelente passeio de fim de tarde. Nos quiosques, instalados ao longo do percurso, um dos produtos mais vendidos é a água de coco. Do outro lado da avenida restaurantes, hotéis e bares sucedem-se para uma escolha variada.

Junto ao Porto fica o bairro mais antigo, intitulado Recife Antigo. É aqui que se encontram belíssimos vestígios arquitectónicos da época colonial. Os edifícios de outros tempos têm sido recuperados e a zona revitalizada com a instalação de bares, restaurantes e espaços de lazer que lhe deram um novo fulgor. A Rua do Bom Jesus é disso um bom exemplo com as cores alegres dos elegantes sobrados. É também aqui e no Marco Zero, local que assinala o nascimento da cidade, que pode embarcar num passeio de catamarã.

Obrigatórias são, ainda, visitas à Praça da República - local de execuções durante a revolução de 1817 e sítio do Palácio do Campo das Princesas (residência do governador do Estado), do Teatro Santa Isabel, do Palácio da Justiça e do Liceu de Artes e Ofícios; e à Casa da Cultura onde, nas antigas celas dos prisioneiros, se instalaram 150 pequenas lojas de artesanato.

Olinda. Não poderia ser melhor o nome escolhido para esta cidade que ganhou, incontestavelmente, o título de Património da Humanidade, atribuído pela UNESCO em 1982. Olinda erguida à beira mar em terrenos feitos de encostas e morros. Sete colinas por onde se espraiam vinte igrejas barrocas e muitos mais palácios e casas coloniais de cores garridas. O barulho das solas dos sapatos nas calçadas de pedra parece transportar o transeunte ao longínquo ano de 1535, data em que foi fundada por Duarte Coelho Pereira. Incendiada pelos invasores holandeses em 1631, Olinda teria de esperar até 1654 para assistir à sua lenta recuperação. De entre os edifícios a destacar estão dois sobrados mouriscos, um na Praça Conselheiro João Alfredo, construído no século XVII e outrora albergue do imperador Pedro II e da imperatriz Teresa Cristina e o segundo erguido um século mais tarde, na Rua do Amparo.

Para além do casario as áreas verdes são determinantes para definir uma envolvente calma, simpática e aconchegante, bem como uma áurea de mistério: Horto d'El Rey (um dos primeiros jardins botânicos do país), o bosque de coqueiros, situado à entrada da cidade, a Mata de Passarinho e os vários miradouros, colocados estrategicamente nos pontos mais altos, são locais aprazíveis de descanso nos passeios pelas ladeiras algo íngremes de Olinda.

Colchão de areia, lençol de água

Está na altura de deixar a civilização e aproveitar para desfrutar das qualidades que verdadeiramente o empurraram para esta viagem. Areias brancas, águas mornas e cristalinas, palmeiras, coqueiros e uma paz que só a fronteira final e à primeira vista imaginária do Oceano Atlântico lhe poderia trazer.

Seguindo para Norte, a 47 quilómetros do Recife, fica a ilha de Itamaracá ligada ao continente pela ponte Getúlio Vargas. Em Vila Velha não se fique pela praia do Forte Orange (construído pelos holandeses e reconstruído pelos portugueses em pedra e cal no ano de 1654). Compre um bilhete e vá de jangada até à ilha Coroa do Avião. Este banco de areia e base de pesquisas de aves migratórias é um local delicioso para curtir uma praia. Isto se não se importar de estar lado a lado com famílias e grupos de amigos que não dispensam o "tijolo" de onde brota a plenos pulmões o ritmo animado do frevo, música genuinamente pernambucana do fim do século XIX. Aqui também não vale a pena dar-se ao trabalho de carregar a lancheira. Quiosques com uma variedade imensa de petiscos e bebidas abundam, sempre a preços muito convidativos e com um serviço simpático que nos faz acreditar que o sol é o alimento da alma dos brasileiros.

Na estrada do Forte e antes de ir para a praia, (o horário é das 10h às 16h) aproveite para visitar o Centro de Preservação do Peixe-Boi Marinho e para comprar passas de caju, uma iguaria, sem conservantes, da região.

A caminho de Rio Grande do Norte e mais precisamente de Praia da Pipa, dê uma saltada a João Pessoa, terceira cidade mais antiga do país e por isso com um conjunto de construções históricas digno de visita. Com tempo, os mergulhos nas piscinas naturais de Picãozinho, uma visita aos recifes e corais e uma ida à ilha da Areia Vermelha, são passeios a considerar.

Era uma vila de pescadores até ser descoberta pelos surfistas na década de 70. A praia da Pipa transformou-se, entretanto, num dos pólos turísticos mais procurados no Nordeste. Apesar disso e do desenvolvimento urbanístico subsequente, a magia do local não se perdeu, muito devido à beleza arrebatadora das suas falésias, às praias de águas mornas - onde os golfinhos e as tartarugas encontraram um refúgio -, e à mata atlântica que a circunda - um refúgio ecológico que também pode ser visitado a pé. Muitas são as ofertas de alojamento e basta sentar-se no café junto à praia para logo aparecer alguém que tem uma pousada ou um pequeno hotel. A escolha de um restaurante está também dificultada pela variedade e pela qualidade. Mas o melhor de Pipa é mesmo a praia e os longos passeios que se podem fazer à beira mar durante a maré baixa, o que lhe permite chegar à famosa Baía dos Golfinhos, uma enseada onde, em dia de sorte, é possível avistar estes simpáticos mamíferos. Já os surfistas elegeram a Praia do Amor como a ideal para a prática da modalidade. É aqui também que se realizam todos os campeonatos de Pipa.

Ao sair da região em direcção a Natal, o caminho mais interessante é junto à costa, numa estrada com areia mas perfeitamente transitável, até Tibaú do Sul onde se apanha a balsa para continuar pelo litoral. De qualquer forma e antes de partir pergunte qual é a melhor hora porque a viagem só é possível durante a maré baixa.

Pouco antes de chegar a Natal, faça um desvio para Ponta Negra onde poderá retemperar forças com um mergulho de mar tendo por cenário o famoso Morro do Careca. Mas não se deixe deslumbrar facilmente. A melhor praia ainda está para vir e não dista mais de 25 quilómetros para Norte. É Genipabu, com as suas dunas gigantes em acentuado declive para o mar, que banha uma enseada em forma de meia-lua repleta de coqueiros. Não perca a oportunidade de fazer um passeio de "bugue" pelas dunas - "com ou sem emoção", perguntar-lhe-à o "bugueiro" (isto é, com mais ou menos adrenalina); uma descida vertiginosa de "esqui-bunda"; ou um simples passeio de dromedário ou de "jegue" (burrito).

Regresse ao Recife com alguns dias de antecedência antes do voo e faça mais uma incursão em praias de sonho onde os corais são visíveis na maré sem precisar mergulhar. Porto de Galinhas é um destino fantástico de piscinas naturais na maré vaza e de uma imensa variedade de peixes coloridos. Nestas "poças" pode experimentar o "snorkling". Na areia está exposta uma parafernália de equipamentos de transporte terrestres e aquáticos, tudo para o divertimento de toda a família. Motoquatro, jangadas, kayaks, gaivotas, equipamento de mergulho e pranchas de windsurf.

As praias de Toquinho, Cacimbas, Pontal de Serrambi, Enseadinha, Pontal de Maracaípe (onde o rio entra no mar), Maracaípe, Porto de Galinhas, Cupe, Muro Alto e Camboa, formam uma língua de areia extensa que vale a pena conhecer. A maneira mais divertida é de buggy, parando de vez em quando para um banho refrescante.

Se quiser fazer uma pausa na praia, contrate um guia local para lhe mostrar as plantações de mangue e vá também até ao vulcão extinto em Ipojuca.

Carnaval, música e artesanato

O Carnaval está intrinsecamente ligado, desde sempre, à música e à cultura do Brasil. No Recife e em Olinda esta tradição vive-se intensamente pelos locais e por milhares de turistas que acorrem a estas cidades pela altura da festa. No Estado de Pernambuco a música que acompanha os foliões em número que ultrapassa o milhão é o frevo. Um ritmo frenético composto por passos que vão servindo de coreografia. Mas o maracatu e o caboclinhos também marcam presença numa banda sonora feita para manter as festividades durante os dias e madrugadas de Carnaval.

Em Olinda e perto da altura das festas populares o grupo Nação Pernambuco aceita inscrições para assistir às apresentações e ensaios de maracatu, desde que se marque com antecedência no posto de turismo da cidade. Exclusivo do Carnaval pernambucano, esta dança evoca o banzo africano em terras estranhas e o movimento emita o bambolear das ondas do mar. Outra das particularidades do Carnaval desta região e mais concretamente de Olinda são os bonecos gigantes que chegam a atingir mais de três metros de altura. O mais famoso chama-se Homem da Meia-Noite e é ele que abre oficialmente o desfile. Nesta cidade as mais de 500 agremiações existentes têm a seu cargo a tarefa de animar os dias e as noites da festa. Junto dos jovens um novo movimento, o mangue beat, começou a ocupar um lugar muito importante na música pernambucana no início da década de 90. Maracatu, ciranda, coco, embolada, funk, rock e música electrónica compõem a mistura de batidas que catapultaram este novo som para a ribalta. Desde então a cultura nordestina ganhou uma nova e importante imagem no país.

No artesanato o destaque, para além da visita obrigatória à Casa da Cultura no Recife, vai para a olaria de Francisco Brennand no Bairro da Várzea, um misto de museu e atelier e para a Casa dos Bonecos Gigantes de papel, na Rua do Amparo, em Olinda.


Fontes: Folha Online; citybrazil.com.br; portalolinda.interjornal.com.br.


BLOCO NOTAS

País: Brasil.

Região: Nordeste.

Idioma: Português.

Hora: GMT - 3 (Recife).

Clima: Muito sol e temperaturas a rondarem os 28 graus. A temperatura da água é de uns convidativos 25 graus. Isto durante o Verão e fora da época das chuvas, ou seja entre Dezembro e Fevereiro.

Viagem: Voos diários para Recife com a TAP. Alugue um carro para dar os passeios que desejar, é a melhor forma.

Hotéis:

  • Recife Monte Hotel (Recife) - Rua dos Navegantes, nº 363, Praia da Boa Viagem - Tel.: +55 (81) 3465422
    148 apartamentos e várias suites direccionadas para os hóspedes que procuram a excelência, este hotel possui piscina e uma localização verdadeiramente privilegiada de frente para a praia.
  • Hotel 7 Colinas (Olinda) - Tel.: +55 (81) 34396055
    Com um jardim extenso e luxuriante este hotel tem além da beleza do jardim que rodeia os blocos baixos de apartamentos, uma piscina verdadeiramente convidativa junto ao bar e está localizado numa zona alta da cidade longe do centro e do barulho das carrinhas que por vezes atravessem de madrugada as ruas a vender fruta e legumes.
  • Pousada do Amparo (Olinda) - Rua do Amparo, nº 199 - Tel.: +55 (81) 34391749
    Os quartos são amplos e com uma utilização predominante de madeiras. Alguns têm jacuzzi outros, varandas com vista para a rua, ou para a cidade do Recife e de Olinda. De resto o imóvel com dois andares é de estilo colonial rústico.
  • Hotel Ponta do Madeiro (Praia da Pipa) - Praia do Madeiro - Tel.: +55 (84) 5022377/2434223
    Fora do centro da vila, no topo da falésia e na praia do Madeiro, bem mais calma do que a Praia da Pipa, este hotel é o ideal para quem quer ficar longe da confusão e junto à areia.
  • Hotel Village Natureza (Praia da Pipa) - Baía dos Golfinhos - Tel.: +55 (84) 2464200
    De frente para o mar e no meio do arvoredo, este hotel tem uma decoração baseada em cores alegres e madeiras. Aqui a paz prevalece como se quer para umas férias relaxantes.
  • Hotel Sombra e Água Fresca (Praia da Pipa) - Praia do Amor - Tel.: +55 (84) 2462258/2376
    Privacidade em chalés com vista para o mar. Piscina e restaurante especializado em mariscos.
  • Pontal de Ocaporã (Porto de Galinhas) - Tel.: +55 (81) 35521400/0088
    Com bungalows de frente para o mar e laterais, varandas com rede, piscina, cascata e sala de ginástica. É fácil e agradável ir até Porto Galinhas a pé pela praia e é vantajoso estar fora do centro.
  • Restaurantes:

  • O Bargaço (Recife) - Av. Boa Viagem, 670 - Tel.: +55 (81) 34651847
    Propriedade de um pernambucano que conseguiu criar uma rede de restaurantes a partir da Bahia. Comida tradicional. Uma das especialidades é moqueca de camarão, com azeite de dendê, leite de coco e verduras.
  • O Buraco de Otília (Recife)
    Um dos pratos tradicionais da região é a galinha de cabidela cuja receita é aqui servida com mestria há mais de 25 anos. A decoração inclui fotos que registam as visitas de Vera Fisher e Regina Duarte, entre outras figuras importantes.
  • Oficina do Sabor (Olinda) - Rua do Amparo, 335 - Tel.: +55 (81) 34293331
    Pratos de fusão com predominância na cozinha regional, tudo em ambiente requintado, aconchegante de cores quentes. Uma varanda rodeada de árvores e plantas é, em noites quentes, o canto ideal para um jantar romântico... ou não.
  • Chez George (Olinda) - Rua Manuel Borba, 350, Bairro do Carmo - Tel.: +55 (81) 34395858
    Cozinha francesa com influência regional num restaurante verdadeiramente requintado em cima da falésia. A varanda "cresce" sobre a água na maré-cheia e, se não houver vento, é o local ideal para uma refeição deliciosa. Experimente o arroz vermelho com pato que é absolutamente delicioso.
  • Pacífico (Praia da Pipa) - Av. Baía dos Golfinhos - Tel.: +55 (84) 2462585
    Espaço pequeno, pertença de um californiano que aposta nos produtos da região, nomeadamente no marisco apanhado diariamente pelos pescadores de Pipa.
  • Churrascaria Rancho da Pipa (Praia da Pipa) - Rua da Gameleira - Tel.: +55 (84) 2462282
    Como o nome indica este restaurante é especializado em grelhados e em especial na picanha com alho e arroz, feijão, vinagrete, cebolete, farofa e batata frita ou macaxeira. Aliás, no Brasil um bom churrasco é aquele que aparece com uma quantidade enorme de acompanhamentos.
  • Beijupirá (Porto de Galinhas) - Tel.: +55 (81) 35521271
    Com uma varanda a toda a volta pejada de espanta espíritos e uma esplanada espalhada pelo jardim. De entre um leque variadíssimo de pratos destaca-se a especialidade absolutamente divinal que dá pelo nome de bijucanela que consiste num filé de bijupirá (peixe) aromatizado com canela e cardamomo, acompanhado por arroz com caril e banana no licor.
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